Alguém possui livre arbítrio?

Acredito realmente que o livre arbítrio atual somente se refere à nossa materialidade, como concordam muitos teólogos, limitado relativamente ao nosso corpo carnal, não o transcendendo aos Planos elevados, onde não ocorre a primeira iniciação ou santificação dos católicos em hipótese alguma. Não havendo a chamada evolução de alma nos Planos Superiores os seres necessariamente teriam de obter a sua elevação no Plano Terrestre, especialmente propício para a evolução da consciência individual, justamente pelas dificuldades de vivência em um mundo dual com seus véus de maia.

Ninguém neste Planeta, dentro da sociedade atual pode ter acesso ao Livre Arbítrio orientado por Deus, a não ser que cresça em consciência LIVRE EM DEUS, e completamente oposto a LIVRE DE DEUS. Quanto mais perto estamos de Deus, maior será o nosso grau de consciência e maior será o nosso grau de LIBERDADE. Arbítrio vem de arbitrar e arbitrar significa discernir, fazer as nossas escolhas. É premissa básica ter consciência para saber escolher. Sem consciência somos todos cegos e marionetes dos “espertinhos” que comandam a sociedade e escravos de si mesmo. Escravos não detém livre arbítrio algum, pois não são senhores de si próprio.


O único e real Livre Arbítrio alcançamos com o aumento de nosso grau de consciência, assim poderemos fazer a escolha não de fazer o bem ou o mal, pois esta se refere apenas a leis materiais e limitativas tratando-se de decisões terrenas de seres não libertos. O Livre Arbítrio citado nas Escrituras e na antiga Sabedoria do Mestres se atem exclusivamente ao arbítrio espontâneo, cujas ações são guiadas pelo Amor a Deus. É a escolha divina de como satisfazer a “vontade do Pai”, cujos representantes são os nossos irmãos, o nosso próximo.

Não se trata de um dever ou obrigação, mas sim um desejo, uma feliz vontade de amar a Deus.

“…que seja feita a tua vontade….” e nunca, jamais a nossa vontade.

Somente através das nossas melhores escolhas livres, evolutivas e amorosas estaremos amando ao próximo, e amando ao próximo, estaremos amando a Deus e amando a Deus estaremos finalmente nos amando.

Qualquer outro entendimento de livre arbítrio não existe simplesmente porque não pode haver “livre decisão” se não somos dotados de PLENA CONSCIÊNCIA EM DEUS.

O ser inconsciente não tem acesso ao seu bem mais precioso: “LIBERDADE DE SER” E SEM LIBERDADE NÃO HÁ CONSCIÊNCIA!
Sem consciência plena, que está sendo roubada pela civilização atual que a substitui por uma cultura existencialista e incongruente, qualquer decisão não tem o amparo no Amor de Deus e está baseada em preceitos apenas existenciais e de sobrevivência da espécie ligadas ao Darwinismo e Weberianismo.

Mas lembremos sempre que este livre arbítrio é de fato apenas relativo, e nos limita a escolher virar a direita ou a esquerda e tão somente abrange este plano. Em nenhum outro existe livre arbítrio, por isso os doutrinadores se referem a ele apenas uma lei material, sendo, portanto uma lei secundária concedida para que os espíritos por sua conta própria adquiram experiências.

Sem ela não há experiências, posto que nos tornaríamos apenas robôs sem vontade própria. Nos demais planos superiores perdemos todo o ímpeto destas decisões e somos guiados por uma causa maior e regras previamente estabelecidas.

No Universo tudo é relativo, absoluto é somente Deus, assim sendo, apenas com ações e atitudes mais próximas de Deus e o seu Absolutismo estaremos nos apropriando do verdadeiro sentido da liberdade de ser “um com o Pai”, sendo este o único e verdadeiro livre-arbítrio mencionado nas escrituras, todas as demais ações humanas não podem, portanto, serem chamadas ou causadas pelo livre-arbítrio, portanto, devem ser corrigidas, sendo então relativas no seu contexto evolutivo.

Quando finalmente avançamos em nossos graus de consciência e de fato evoluímos abandonamos espontaneamente o desejo de agir por conta própria, quando mais claro se torna que cumprimos com a vontade do Criador, assim sendo, abrimos mão do livre arbítrio, porquanto as escolhas passam a ser somente as do Criador e não mais as nossas. Poucas pessoas aqui na Terra atingiram um estado tão elevado de comunhão divina nos princípios de vida.
Estar em comunhão em consciência divina não significa você se tornar um robô, mas pelo contrário, é estar plenamente consciente de quem você é, o que está fazendo aqui e para onde vai depois. Nestes seres conscientes, as ações qualquer que sejam elas, desde a ir a um campo de futebol ou elaborar um trabalho ganham uma outra conotação pela consciência exata que se tem do que estamos fazendo em vida na Terra.

Atingir um elevado grau de consciência não significa também se tornar um ancoreta, um ermitão, um monge ou qualquer coisa parecida, mas sim conhecer o verdadeiro significado de sua própria existência individual e o trabalho que se deseja seja desenvolvido de forma útil à humanidade e a si próprio. Por isso é fundamental conhecer os propósitos de Deus, e não tentar o tempo todo moldar Deus a seus propósitos individuais.

Rezar o dia inteiro pode ser bom, mas garanto que agir na consciência divina é mais importante.

Sem ganhar o grau de “inteligência divina” ou “superior” é praticamente inútil você se internar para o resto da vida, por exemplo, num convento, porque certamente você vai acabar saindo de lá igualzinho entrou.

Num outro extremo, possuir um livre arbítrio, mesmo que totalmente relativo, e agir com inteligência é a ação que permite agir respeitando o livre arbítrio dos outros, caso não ocorra o respeito à liberdade de escolha do outro, não se estará agindo com livre escolha, posto que não domina a si próprio ao ferir a livre vontade alheia. Isto não é direito de escolha, porquanto, ela só passa a existir a partir de um nível mínimo de consciência em Deus, e nunca livre de Deus. Livre quer dizer, realmente livre de pressões e de “burrices” as quais o homem está acostumado a fazer.

Enquanto o homem não for dotado do verdadeiro livre-arbítrio que requer inteligência superior, ele continuará vida após vida escravo de si mesmo, até o dia que “alguém se encher dele e mandar ele catar coquinho”. Afinal, por vivermos de forma apenas relativa, é óbvio e lógico que tudo tenha limites também.

Ao não dominar a si próprio, como é comum ao ser hominal, ainda por demais animal, ele em si não é dono de si mesmo e de sua mente superior, mas escravo de um impulso da anima ou instinto animal, que é um estado inferior do ser hominal que tende a ser racional neste momento.

Esta tendência de se tornar um ser racional, primeira base para evoluir a inteligência, é a que necessita receber mais impulsos pessoais nos tempos atuais, à base de muito esforço ainda, devido ao estado de “infantilidade” dos seres que habitam este momento da Raça Ariana.

Enquanto o ser humano muito infantil não aprende a ser minimamente racional, vai levando “palmadinhas” até aprender.

Agora, será que alguém entendeu o que é ser racional sob a ótica do Criador?

Ahhhh, Deus não é louco não, não faz as coisas sem planejar. Tudo é milimetricamente calculado por isso, não existem acasos, nem sorte ou azar, apenas o homem que mesmo tendo mestrado, doutorado e escrever dezenas de livros, chega ao poder acha que pode tudo, porque está dotado de livre arbítrio e que este existe no mundo para servi-lo. Quando ele vai aprender que este livre-arbítrio não existe? Tanto não existe que ele vai ser devidamente cobrado pelas suas “espertezas” que ferem o verdadeiro livre-arbítrio dos outros.

E assim vamos de tolice em tolice até quando não der mais.

E durma-se com este barulho.

Atama Moriya.

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3 respostas para Alguém possui livre arbítrio?

  1. Vanessa disse:

    Atama,
    Quando você fala sobre aprender a ser minimamente racional é adquirir um minimo de consciencia de si mesmo, de sua existência?

    E, quando você fala,

    “Ser racional é a primeira base para evoluir a inteligencia”…pode significar que ser racional é adquirir a percepção de si mesmo, de suas fraquezas, seus desejos, e tudo o que envolve a sua formação cultural, social e que influencia na sua visão de mundo, da vida e de Deus. Daí, com a ampliação da visão de sim mesmo, adquire-se uma clareza e tudo passa a ser mais fácil, mais simples, mais compreensivel. Entendi certo? Não consegui me expressar como queria…rsrsrs…

    Paz

  2. Ode Marina disse:

    Olá Atama! Olá Adriana!

    Já desconfiava que livre-arbítrio na condição humana é limitado, só não sabia o porquê. Grata pelas explanações e explicações, ficou mais claro agora, Atama.

    Creio que então o livre-arbítrio esteja ligado diretamente ao atrair e afastar energias e situações, e, como vc disse, a maturidade é fator determinante nas consequências…

    inté,
    Ode Marina

  3. Adriana disse:

    Palmadinhas, é? Tó fora!!!rs…rs…rs…

    Viver em consciência de si mesmo… é o mesmo que “conheça ti mesmo e me conhecerás”?!

    Viver em consciência do que somos e nosso papel dentro desse espetáculo da vida! Creio que é tudo que desejamos para viver em harmonia conosco mesmo e todas as formas de vida e sua diversidade numerosa de existências… que nós permite erro em erro, acertar e assim, conhecer em uma pequena parcela o Amor do Pai, esse amor que é nossa essência divina!!!

    Beijinhos mil

    Adriana

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