A mulher brasileira é uma “amazonas”! – Parte 3-final

Aos poucos as condições culturais foram mudando, notadamente a partir do século passado, quando as mulheres realmente surgiram com a importância devida por força de suas atuações desde que começaram a não aceitar simplesmente a existência de um patriarcado obsoleto, gasto e degenerado. Um ciclo que está se encerrando de forma inexorável. E pensar que na época medieval dizia-se que a mulher nem tinha alma, e pelo visto agora tem, e bem maior do que se imagina.

Os homens, ah os homens, eu diria num balanço geral moderno, nem fracassaram e nem tiveram sucesso, apenas deram o seu melhor, mas este melhor já se esgotou, ou está quase se esgotando mesmo.

Como chefes de famílias, o menor círculo evolutivo das culturas, a menor sociedade dentro das sociedades que deveria preparar e lançar à vida sempre seres melhores, os seus filhos, não foi muito bem nestes aspectos de ética e de moral, como temos visto no momento. E considerando esta experiência evolutiva baixa para os padrões e necessidades para tornarmos melhor e mais justa a própria civilização, determina-se o fim do patriarcado que já deu os frutos que poderia ter dado, e como toda árvore que nasce, cresce, um dia morre e é substituída por outra, apenas isto, um novo ciclo. É o fim desta geração de Davi, de crescei-vos e multiplicai-vos e o início de uma era de apenas crescei-vos em amor. E não há ser melhor para ensinar a amar que a mulher. Alguém tem dúvida?

Não se trata do fim dos homens, mas o fim de um ciclo de prepotência e poder mandatário que sucumbe pela ineficiência e ineficácia atingida. Estamos dentro da Civilização vivenciando um mundo torpe, torpe não é o mundo, mas os seres que o compõe, cuja raiz e desenvolvimento educacional divino está muito longe de ser satisfatório, posto que apenas temos fabricado varões cada dia mais cegos e, portanto, incapacitados de dar continuidade positiva em condição eqüitativa para todos os seres humanos do planeta.

Se continuarmos com isto e insistirmos na “chefia” que não deu certo, afundamos a “empresa” chamada Civilização Humana, isto é mais certo do que parece.

Não vamos aqui ficar enumerando as falhas da “chefia”, senão vai parecer um ataque com influências do movimento feminista! Não se trata disto, pois que as feministas também são produtos defeituosos em suas ações, porquanto corretamente intuidas, agem sem saber exatamente porque agem assim. É preciso ter racionalidade e lógica, algo não muito fácil de ser desenvolvido nas mentes das mulheres devido ao favorecimento do lóbulo esquerdo do cérebro, mas que hoje, tendo as mesmas oportunidades de estudos e experiências na vida, vai se desenvolvendo amplamente a razão e a lógica mecanicista.

Tem até muita piada sobre a falta desta racionalidade através do arquétipo representativo de todas as mulheres, a bonita apenas ou a mulher loira; e através deste personagem chama-se a atenção para o desenvolvimento necessário que se deseja neste momento da evolução da alma quando em corpos femininos.

Há caminhos e caminhos, e o movimento feminista é um deles que embora tendo sido extremado e cego em muitos momentos atingiu, como que por “encantamento”, os objetivos traçados para o que chamamos de nova era, ou era de aquarius, a qual também alguém ouviu falar na década de cinqüenta passada e lançou como modismo no pensamento, e era um astuto político americano, que quis se colocar na vanguarda para dominar mais, um tolinho.

Ainda na década de 50 do século passada, as mulheres fumantes tinham que fazê-lo às escondidas, na calada da casa, para não serem surpreendidas pelo pai ou serem criticadas pela sociedade. Ai que medo!!

Então “uns caras” de marketing americano, homens portanto, estudando este comportamento e desejosos de obterem mais vendas em uma série de produtos ditos masculinos, tais como cigarros e bebidas principalmente para conspurcar as mentes femininas, resolveram criar um novo nicho e tentar dobrar as vendas; então eles criaram e lançaram o movimento feminista no mundo. Acho que venderam a idéia para algumas “cheerleaders” e a coisa tomou vulto mundial e muitas mulheres compraram a idéia, principalmente na década de 60, quando então subiram inclusive as vendas de carros que as mulheres escolhiam e compravam, agora por conta própria, e passaram a fumar e beber na cara dura. A campanha e a venda da idéia foi um sucesso!

Mesmo que este feminismo cego tenha se dirigido no sentido da conspurcação mental, além de não somente aumentar as vendas de preservativos, trouxe consigo em seu bojo, a sua outra polaridade, a positiva, o lado bom, que foi o crescimento profissional destas mulheres, afinal estavam tendo em quase todas as partes do mundo experiências fantásticas no sentido da “individuação” como seres ou indivíduos, que antes não conheciam e não tinham acesso, na sua grande maioria.

Lembrem-se sempre que experiência é algo imprescindível na evolução e sem ela, seja positiva ou negativa, não há o porquê de estarmos na Terra, na vida e com tantas dúvidas, incertezas e falhas, as quais só podemos satisfazê-las na medida exata de nossas vivências, seja como homem ou como mulher em encarnações sucessivas, alternadamente, em princípio.

Tudo é mental e tudo é polar!!

Não tem importância que as mulheres de hoje, uma boa parte, ainda só pensem em encher a cara e “pegar” homens na rua; um dia elas se cansam e voltam para casa, mas agora para ser a líder, uma nova experiência evolutiva, um novo ciclo na cultura das civilizações, já que o anterior “chefe” está sendo demitido e como diria um personagem ultrapassado: “você está demitido!”

Mas homens, não fiquem tristes, porque tudo também é ciclo, e se elas não forem bem, não assumirem de vez a cadeira que estamos deixando, mais para frente também serão demitidas, com certeza.

Brincadeiras a parte, o mundo está mudando também nos ciclos das famílias, pois que é necessário que o ser feminino (a alma quando encarnada em corpos femininos) também tenha a experiência de comando e liderança. E, a partir do momento que as mulheres detendo qualidades melhor desenvolvidas de amor através de experiências como a Mãe (não necessariamente nesta vida, porquanto isto está gravado nos genes espirituais), ela tem com certeza melhores condições de lidar com amor os novos seres pensantes que chegam ao mundo, que são diferentes e não aceitam mais antigas posições e rígidas estruturas fragmentadas da sociedade atual. Aliás, os novos seres que nascem a partir deste milênio, são de fato diferentes, e jamais aceitarão estas “idiotices” e “infantilidades extremas” da civilização atual.

Aos montes já, as mulheres estão tomando o poder; são médicas, jornalistas, cientistas, escritoras, políticas, candidatas a cargos presidenciais, e líderes de torcida como começou o feminismo, hoje muitas já são as líderes do time masculino. Estudam, fazem mestrado, doutorado, físicas, matemáticas, engenheiras, e até mesmo pedreiras, mecânicas, cortadoras de cana e tudo que o homem faz ela é capaz de fazer também, e fazem algo que nenhum homem fará, que é dar a luz, A LUZ, trazer a luz para a Terra dos homens pequenos.

Até as experiências de casais separados tem o seu lado positivo quando mulheres independentes passam a governar as famílias, e são pais e são líderes de torcida da família, e são cozinheiras e são as chefes trabalhadoras que trazem o sustento da família, e são as conselheiras da família, e são principalmente as “Modernas Mãe-tri-arcas”, não como as antigas de muitas outras civilizações já degeneradas, mas modernas, que chutam a bola, batem os escanteios, e cabeceiam pra o gol, abrindo mão de serem “dondocas o tempo todo” para serem a “Chefia Moderna” de saias!

Mas espera lá!! Quem foi que disse que elas estão preparadas para esta nova tarefa de conduzir de forma plena a família?

É verdade, ainda falta para a maioria destas mulheres que assumem estes novos postos muito mais coisas que possam atender a eficácia pretendida pelas hierarquias. Sim, falta, entretanto mesmo considerando este fator, ainda assim elas tenderão a se saírem melhores, primeiro no principal núcleo de formação do futuro SER HUMANO, o verdadeiro ser humano em formação e não apenas o sub-humano com apenas 20 a 30% de corpo mental e o resto de corpo animal; segundo, elas aos poucos estão assumindo as lideranças nas empresas, sociedades, administrações públicas, cargos políticos, como estamos vendo e estas novas posições lhes darão a cada dia mais e mais experiências de liderança e condição de um novo tipo de cultura que enfatiza a liberdade de ser, a tolerância, o cooperativismo, a irmandade, a justiça social, diferentemente da cultura que é ensinada de assumir o maior poder possível, de qualquer jeito, para ser o mais rico, o mais poderoso no topo da pirâmide humana de desgraças.

No seio familiar o processo de individuação da mulher está atrasado, porquanto ela sempre se submete as ações do patriarca, mas isto tende dia a dia a diminuir futuramente e se transformará na divisão de comando, hoje mais comum, e mais adiante a troca do comando todo.

Por hora, caberá a mulher atingir o conhecimento do ser ideal momentâneo; o melhor ser humano. E este ser transitório somente assim poderá ser considerado quando atingir pelo menos 50% de desenvolvimento do corpo mental, da sua real capacidade mental de raciocínio, de exercer a sua lógica abstrata e efetivamente iniciar uma individuação, e somente nestas condições a Civilização como um todo poderá atingir um maior equilíbrio, uma maior equidade entre os viventes na Terra, qualquer que seja o seu nível.

Neste momento muitas mulheres já assumiram posições máximas, por exemplo, na Chefia de Governos, como Alemanha, Chile, Argentina, quase nos EUA, e assim se sucederá em muitos outros países, e também aqui no Brasil, em breve. E isto é sumamente importante para que os exemplos se multipliquem nas sociedades prioritariamente patriarcais.

O desenvolvimento, que digamos, estava abaixo nas mulheres que é o do cérebro mais mecânico e racional já está muito adiantado e não há mais condições de retrocesso. E através deste desenvolvimento em equilíbrio com o desenvolvimento das emoções que precisa evoluir para menos choro e mais lógica, por força da balança, torna este ser mais apto a governar as famílias e verdadeiramente conduzir os novos filhos para uma evolução mais segura nos princípios de amor, ética e moral divina, uma tríade que não funcionou adequadamente enquanto os patriarcas estão no poder familiar.

Ninguém melhor que o sentimento de amor contido nas mulheres para levar avante os ideais crísticos de Fraternidade, depois Igualdade e finalmente num futuro a Liberdade.

Isto também coloca um fim da liderança somente da força e dá entrada na liderança da inteligência, sensatez e fragilidade como a melhor de todas as flores a ser apreciada, e assim, a aparente fragilidade se torna a fortaleza.

Esta fortaleza, em conceitos diferentes dos aceitos no mundo, sem muita emoção, mas com lógica e racionalidade mais próxima dos ditames divinos é o grande paradigma que está mudando já há décadas e à partir do seio familiar, substituindo todos os velhos e antiquados conceitos de ética e moral absurdos em que vivemos na atualidade.

Este será o novo padrão de vida para as crianças, a nova referência a ser adotada, abandonando o arquétipo somente do patriarca, muito duro e muito inflexível para os novos tempos atuais.

No entanto, para adentrarmos definitivamente nestes novos padrões é preciso que a nova “chefia” de fato se prepare melhor para assumir este cargo na família, sobrepondo-se sobre a imagem patriarcal falida, ainda contida em filmes, novelas, propagandas, conceitos, teses, crenças que fazem os usos e costumes das civilizações masculinizadas.

Não podemos continuar a fabricar lutadores de rua e torcedores de torcida organizada, mas seres melhores, mais individualizados, e amorosos, não mais guerreiros, porque o tempo das cavernas acabou há dezenas de milênios e ficar na mesmice á realmente um atraso na evolução do ser, este enquanto humano para nossos entendimentos e não sub-humanos como os que temos acompanhado até os dias atuais.

Uma nova história está sendo contada neste momento. Perceba se puderes.

E este novo padrão de um moderno “matriarcado” aos poucos se configura de maneira mais intensa no Brasil, muito mais que em outros países, embora que em numero reduzido mesmo aqui, são elas a maioria absoluta dos seres “pensantes” do Brasil, com certezas mais capacitadas pela intuição; busca a todo o momento este algo a mais sobre a lógica de Deus em suas vidas, muito mais que os parceiros mecanicistas na quase totalidade, envoltos ainda em luta e lideranças à base da mesma “dureza” com que aprenderam de seus pais, também já ultrapassados neste sentido evolutivo.

Tudo passa, tudo muda, e sempre há novos ciclos.

E curiosamente e por um paralelo antigo, foi aqui que realmente floresceu as únicas e verdadeiras “Amazonas”, das tribos de mulheres guerreiras das lendas gregas. Foi justamente aqui no Brasil, ao norte do Amazonas, que viveram estas verdadeiras guerreiras, tribos só de mulheres, temidas seqüestradoras de índios que utilizavam para se acasalar, apenas.

Se falarmos que se trata do renascimento das Amazonas, somente com novas roupagens, novos pensamentos, novas tecnologias, não estarão longe da verdade, afinal estas almas guerreiras já retornaram neste milênio.

Bem, nem tanto ao mar e nem tanto a terra, mas não há dúvidas que as mulheres brasileiras, dentre todas as mulheres do Planeta é que melhor reproduz no mundo a imagem da guerreira, líder e mãe de todos os filhos da terra.

Atama Moriya.


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3 respostas para A mulher brasileira é uma “amazonas”! – Parte 3-final

  1. Ode Marina disse:

    olá, Atama!!

    Gostei do texto. E, conforme vc explicou, se tudo é cíclico e apresenta uma polaridade, a sociedade humana muda de matriarcal para patriarcal sem haver outras possibilidades de “governo”?? Será sempre assim, mesmo depois da 5a. raça?
    abraços,
    Ode Marina

  2. Adriana disse:

    Oi… Só vim deixar um beijinho e dizer:
    ” Que este texto é maravilhoso e faz reflitir se realmente no decorrer da nossa história, se existe uma mão condutora e divina dos nossos passos na evolução humnana”…

    Adri

  3. Borboleta disse:

    Nosso mundo deverá ser um cenário de paz e fraternidade (não…não são ideias utópicos, são possíveis!)…para isso podemos começar a criar esse novo ambiente ao nosso redor. Ensinar as crianças pelo exemplo (nossos filhos ou não) de que é mais importante SER que TER e, que é possível viver com alegria e doçura…homens e mulheres.

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