A mulher brasileira é uma “amazonas”! – Parte 1

Vamos conversar um pouco mais sobre uma questão muito importante, uma mudança de paradigma que está acontecendo há muitas décadas, todavia, tem passado despercebido pela maioria das pessoas. Por quê? Simplesmente as pessoas têm vivido nestas ultimas décadas, notadamente a partir de 1960 de modo extremamente mecânico, e sobre mecanicismo escreverei proximamente, e esta visão de vida empurra as pessoas a muitos conflitos pessoais, depressões, falta de entusiasmo, medos, e assim os seres cada vez mais se apegam a pequenas coisinhas da vida, seus pontos de referência.

Aliás, como ensina o teosofia, vivemos por determinados padrões de vida que construímos para que a nossa própria vida tenha algum significado e importância e que estes pontos possam de alguma forma individual fazer algum sentido intimo, e acaso não tivéssemos estes padrões, mais louca e insana seria a vida dos indivíduos.

Ponto de referência é o mesmo que hoje a física quântica avança para explicar a própria existência do Universo quando estuda a metafísica. Por exemplo, pela existência de um ponto de referência é que os Universos são constituídos, tudo começa por um ponto dentro de um círculo, e ponto de referência é o que usamos, para observar a vida, os seres, os objetos, a matéria em si, e a partir destas visões construímos para nosso conforto nossos próprios pontos de referência.

Mas evitemos entrar por demasia nestes aspectos para não tornar este assunto muito pesado para leitura em postagem, bastando o leitor imaginar estes aspectos dentro de si próprios e na civilização atual. A minha dificuldade, como devem ter percebido é escrever pouco e de forma reduzida e sucinta, como entendo que deve ser nos tempos atuais onde aparentemente o tempo gira mais rápido e as pessoas dispõe cada vez menos deste importante fator.

A física quântica determina que o ponto de referência é a “k” (constante matemática) da vida, sem ele as equações tornar-se-iam somente abstratas, assim também é na vida, nós sempre formamos vários “k” na vida para que sirvam de referência durante a nossa existência. Temos alguns deles notórios como o casamento, e que de alguma forma determina a história do homem e da mulher, outro notório e importante, os pais como referência.

Explanamos nos capítulos sobre “O Amor, o Homem e a Mulher”, aqui postados também, vários outros pontos de referência de vida, mas se adentrarmos mais a fundo, veremos mais coisas, do tipo “casar” na vida, embora nem o homem e nem a mulher saibam por que, parece que construiria um importante ponto de referência na vida, e para muitos, a falta da construção deste ponto torna a vida sem sentido, faltando a partir de um não casamento a falta “de motivação” para continuar vivendo. Constituindo-se, pois, o casamento, uma “constante” (k) na equação da vida, e há outras tantas também.

Da mesma forma, quando o homem ou a mulher vai ao trabalho, uma tarefa tipicamente mecânica, vai e trabalha pensando e lhe fazendo sentido o trabalho porque ele mantém na mente o seu ponto de referência ou constante que é a sua família e que dentro de algumas horas retornar ao berço de sua casa, o seu lar, o seu porto seguro. Tirem esta “k” de sua vida e suas perspectivas de vida tornam-se áridas e tristes, não é mesmo?

Vejam: não há nada de errado nisto tudo, é tudo fazendo parte de uma construção maior que dê sentido à própria existência da civilização, das sociedades, países e mundo. São experiências necessárias e importantíssimas que o Homem deve vivenciar para que amadureça em consciência, e esta consciência deve sempre ter como partida modos mecânicos de vida, como aprendemos desde o tempo das cavernas, onde diariamente alguns homens saiam para caçar e ocupavam-se intensamente em trazer alimentos à sua caverna e à sua família, seu ponto de referência. Nada mudou???

Ahhhh, sim, mudou, ou melhor está mudando rapidamente. Rapidamente no tempo de medida histórico, se falarmos que estamos mudando velhos conceitos em algumas décadas isto é realmente muito rápido dentro da história, quando convivemos milênios apenas com conceitos mecânicos, representando estes mais de oitenta por cento das ações de vida.

Pensar, pensar eis a questão! Finalmente uma parcela pequena ainda da população mundial está pensando!

E como pensa! E a cada dia que passa, pensa e questiona tudo aquilo que os incomoda como conceitos de vida “herméticos” ou dado ou tidos por muitos como “imexíveis”. Daí porque tantos conflitos existenciais, nunca na história houveram tantos “suicídios” na história da humanidade. Daí porque tantos conflitos de gerações, de pais ainda moldados pela vida mecânica e sem o menor sentido lógico construtivo, com seus filhos que observam melhor a vida e se rebelam diante de tantas incongruências de vida, porque os jovens trazem já dentro de si uma nova semente mental, que questiona a lógica mecanicista, os velhos conceitos, a vida em si, como algo que apenas deve-se nascer, crescer, trabalhar, casar, ter filhos e pronto, pode morrer pois está feito! Feito o que? A que leva esta vida? Que sentido isto traz?

O jovem questiona, e mergulha em desejar saber algo que os pais não podem explicar porque não sabem: “Qual é o sentido da vida?”.

– continua –

Atama Moriya


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