Os desafios que a humanidade enfrenta e que criarão novos paradigmas de sobrevivência e huma-unidade – Parte 13

Nas ultimas cinco décadas vimos crescer enormemente o setor terciário de serviços na economia, em detrimento da redução continua do tamanho financeiro dos demais setores, agrícola e industrial, os quais deveriam ser os principais, pois são os que de fato tem importância real, pois, produzem alimentos e tecnologias que beneficiam a sociedade com muito maior peso e importância.

Dentro dos pressupostos do liberalismo econômico, vendido ao mundo como a verdadeira solução para o maior bem estar social de qualquer economia, inclusive, com imposições sangrentas em guerras ditas democráticas para “libertação” de povos que experimentavam outros sistemas econômicos como o comunismo, vimos o crescimento continuo do setor privado, tomando as rédeas de atividades inclusive que seriam de exclusiva responsabilidade dos estados, dado o seu elevado grau de incompetência administrativa, além do concurso constante de funcionários públicos que em qualquer lugar do mundo demonstram apenas o que é ser humano quando não pressionado; se torna indolente, egocêntrico e mesquinho.

Nestes últimos 50 anos floresceu absurdamente o setor privado de serviços e estes se capitalizaram de tal maneira que aos poucos passaram a comprar as ações dos demais setores, compraram indústrias, terras, investiram em agropecuária e se fortaleceram mais ainda. Bancos e Seguradoras são exemplos claros destes desvios. São mesmo desvios?

O setor terciário que deveria exercer apenas o papel fomentador da economia e coadjuvante se torna então o dono do mundo. Seu tamanho hoje é tão grande que é difícil até mensurar, mesmo porque grande parte dos demais setores já pertence por ações aos Bancos e Investidores, mas mesmo que excluindo estas participações este setor da economia é muitas vezes maior que os outros dois setores somados. Criamos na economia mundial algo que agora ninguém mais será capaz de controlar.

O excesso de capital de investimento é hoje a causa dos maiores problemas na economia. Isto parece absurdo, e admito que sim, e não há neste momento como afirmar isto, apenas supor, como eu, mas mais adiante no tempo veremos se a afirmação é falsa ou verdadeira.

Esta tese poderia render páginas e páginas, porém este não é uma tese de doutorado, mas apenas uma análise sucinta do que considero que está causando tantas e tantas distorções, sejam em investimento, na produção, no consumo, na distribuição e principalmente na distribuição de renda, primeiro entre cidadãos, segundo entre países, aumentado cada vez mais a barreira nestes dois níveis entre ricos e pobres. Os que merecem viver e os que merecem morrer.

Entretanto, nem tudo é tristeza, porque estamos vendo justamente a própria economia em si demonstrar aos poucos todas as incongruências e distorções para fora, e em alguns países já se procura ajustar estas questões, que não serão resolvidas por partes, mas podem ser amenizadas. Para muitos esta tese pode ser considerada também absurda, mas veremos; nada ainda pode ser visualizado claramente, apenas inferido com base em análises e cálculos matemáticos que guardam muita margem de erros ainda.

Por outro lado, como já relatamos anteriormente, todos os sistemas econômicos e suas distorções devem necessariamente experimentadas durante o tempo em que forem úteis e puderem suster a vida econômica nas sociedades. Estas experiências são importantíssimas para que haja a formação futura de novos sistemas, os quais também por ciclos de desenvolvimento do ser individual tenderão sempre a serem substituídos por outros, e é o que nos conta a história, principalmente depois da queda do império Romano, registro mais próximo do inicio de uma economia mais fundamentada em pressupostos básicos, como produção e consumo.

O esoterismo ensina: tudo que se manifesta na vida, seja pensamento, ordem social, idéias, culturas, estilos e civilizações com seus modos estruturados de vida, um dia se desgasta, apodrece e desaparece, assim como ensina a física relativista, onde não há matéria ou energia (que sãos as mesmas coisas) que possa manter-se indefinidamente no Universo.

A recente crise americana que a meu ver ainda nem começou verdadeiramente demonstra claramente que a busca constante de novos investimentos cria novas formas o tempo todo de sugar as economias dos indivíduos, mas até isto tem limites. Ao se buscar endividar os cidadãos além da própria conta o coloca em grave risco e quando este cidadão entra em falência, como qualquer empresa com excesso de dívidas, inicia-se a derrocada em escala mundial, mesmo que lenta por muito tempo, vai acabar contaminando todos os países do Planeta.

O grande capital de investidores de muitos trilhões de dólares está muito inquieto atualmente, e se mexe vorazmente buscando novas fontes de investimentos que possam considerar seguros diante da crise financeira internacional que se alastra com a contínua desvalorização do dólar, com a alta inflacionária mundial, com a paralisação das economias européias, e a previsão de recessão a nível mundial.

Quem tem muitos dólares é o que mais se preocupa, afinal corre o risco de em pouco tempo ver esta moeda ter o seu poder compra reduzido a ¼ do atual em poucos anos. Embora isto possa até não acontecer, a simples existência dessa possibilidade pressiona ainda mais a Economia Globalizada Mundial.

Países produtores de petróleo do oriente médio reconhecem que suas reservas são limitadas e tendem a acabar em poucas décadas, e se no passado, foram espoliados e pressionados a vender por baixos preços em troca de bens que eram extremamente necessários para sobrevivência de suas populações, aos poucos se erigiram em economias com altíssimas reservas, e agora, pretendem nas próximas décadas obter o máximo de preço possível, ano a ano, para que possam com este capital criar condições futuras de sobrevivência de seus povos, quando já não tiverem mais tantos excedentes a exportar. E não há como recrimina-los, posto que todos os países buscam também primeiro a sua auto-sobrevivência em ambientes hostis.

Países como Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes investem loucamente no desenvolvimento de uma sociedade altamente industrializada em contrastes de um passado de um Povo primitivo apenas, apenas sobrevivendo de trocas de petróleo por tecnologias e alimentos do mundo. O clima não é favorável e a terra não tem a mesma capacidade produtiva de outros continentes. Todos sabem que os próximos trinta anos serão decisivos entre montar uma super-estrutura econômica para sobreviver ou simplesmente desaparecer.

Há milhões de cidadãos no mundo atual que sobrevivem e bem apenas aplicando no mercado financeiro, vivendo apenas de juros, nada produzem realmente de bom e importante para as sociedades, sendo este um desvio, embora chamem viver de juros um trabalho, é apenas uma nova forma de exploração humana. Tudo correto, tudo perfeito dentro da ótica atual da sociedade. Mas até que ponto isto é realmente ético e moral? Tudo que é doce, tende ao final apresentar um forte gosto amargo no final.

Justamente pelo juros temos o oposto que é alta exploração do ser humano que causa desvios gigantescos e diferenças incorrigíveis na economia causando a miserabilização humana no Planeta. A miséria é a fonte de todas as desgraças humanas em qualquer ciclo passado da história, assim como podemos observar pessoalmente no presente.

Não precisa ser guru para saber, economia que não traz bem-estar equilibrado pelo menos à maioria dos cidadãos sucumbe mais cedo ou mais tarde.

Neste estágio da Civilização o sistema econômico é que determina o sistema político, social e cultural das sociedades.

Um dia não será assim, mas hoje, temos que resolver estas contradições antes que as contradições passem a agir independentemente e nos destrua de uma forma muito dura, duríssima.

Para que o novo possa adentrar nas mentes e culturas, o velho deve ser destruído e substituído com novos sistemas e novos modos de vida, novos pensamentos, novas crenças e novos aportes positivos que permitam criarmos novos paradigmas que guiem os seres em civilizações propriamente ditas, como os gregos a idealizaram.

Todos os modos, métodos, pensamentos, culturas atuais tem levado e aumentado em muito a insustentabilidade de vida tanto dos humanos quanto do Planeta, e quando atingirmos o ponto máximo haverá mudanças dramáticas, seja por guerras, fomes e mesmo desastres globais inimagináveis causados pelo aquecimento global cujas conseqüências futuras são minimizadas pelos governos de maneira irresponsável.

Estejamos com o máximo de consciência em alerta para que seja possível a nossa interveniência inteligente e racional na sociedade contribuindo para as soluções e não se omitindo das ações que realmente sejam positivas. Não é a vida do Planeta que está em jogo, mas a vida da civilização humana.

– continua.

Atama Moriya.

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