Educação, a nossa prioridade

Na maioria dos países o investimento com Educação beira algo próximo de 20% do PIB tal a importância que é dada a questão, mas aqui, governantes e políticos despreocupados contentam-se com apenas 4% do PIB, por isso a situação somente pode piorar.


A Educação é a base de uma sociedade, quando ela é tratada como desse jeito incompetente no Brasil, só podemos nos entristecer e muito. Mesmo considerando que 40% do PIB é a nossa atual carga tributária, em oposição a cerca de 22% nos países que mais se desenvolvem, apenas 4% de 40% é orçado pelo Ministério da Educação.

Também nos países cujo desenvolvimento ético e moral é cerca de 20 vinte vezes melhor que a nossa o Ministério mais importante é o da Educação, aqui, não sabemos nem quem é, daí podemos medir a ignorância dos atuais políticos. Não faço críticas a partidos, mesmo porque se A ou B tanto faz, porque a questão está na qualidade dos homens e não em plataformas, as quais ninguém conhece e também não faria nenhuma diferença conhece-las ou não.


Fico triste porque neste exato momento milhões de crianças estão se desenvolvendo ninguém nem sabe como, outras tantas, morrerão na vida do crime antes dos vinte anos!

E se adotássemos políticas fortíssimas na Educação como muitos países do terceiro mundo fizeram ainda na década de 50 e 60 do século passado, ainda assim seriam necessários pelo menos trinta anos para vermos os frutos desse trabalho! Que loucura! Para onde estão nos levando? Que país é esse?

Qualquer sociedade do mundo necessita de três pilares para criar um desenvolvimento humano (chamo de desenvolvimento humano criar condições de educação aos seres humanos), quais sejam: educação, saúde e trabalho. Neste país há décadas não temos nenhum deles colocados de maneira ampla a todos os membros da sociedade. Daí entender este caos é muito simples!

Hoje nós convivemos com 60 milhões de analfabetos completos ou funcionais, os quais sobrevivem apenas.

Na economia vista sob o plano humano e não sob este ponto de vista de um suposto liberalismo que se ajusta automaticamente não se fabrica bens de consumo que causem conforto e bem-estar somente para uma meia dúzia.

Todos cidadãos deveriam por critério de justiça ter acesso a eles, por méritos de comporem uma sociedade, bastando nascer para ter este direito, mas vivemos uma sociedade oposta, da escravização de almas, da exploração do ser humano, da completa exclusão de membros da sociedade da própria sociedade. Aliás, excluído de possibilidades de crescimento, mas não excluídos dos escorchantes pagamento de impostos ou imaginam que estes nossos irmãos em condições miseráveis não comem, não bebem, não vestem roupas, não compram chinelos, remédios, etc…? A cada produto consumido lá está embutido o imposto de consumo em níveis que chegam na luz e água em 25%, nos alimentos mais de 30%, nos produtos industrializados às vezes mais de 40%. E apesar de sobreviver na maioria das vezes em sub-empregos, com ganhos inferiores a um salário mínimo muitas vezes, paga todo estes impostos e tem como benefício a fila no INSS, nos hospitais públicos, fadados a viverem em periferias, guetos, morros, favelas para o resto de suas vidas! Eu fico sempre pensando que sonhos estes cidadãos, nossos irmãos, tem ao se deitar?

Há alguns anos atrás assisti uma reportagem feita nos bairros periféricos de Brasília onde mostravam além da total miséria decorrente do destrato das “sobras” humanas da construção de Brasília, uma realidade dura, duríssima: adolescentes que nunca frequentaram escolas e também nunca tinham assistido televisão!
Que país é esse?

Recentemente estive na Cidade Tiradentes e apesar de vacinado não consegui deixar de me estarrecer diante da miséria material e cultural que as crianças vivem! Um absurdo! Afora outras questões graves como gangs e deliquência! Que país é esse?

Definitivamente o país das novelas e programas televisivos é um outro que eu não reconheço. Não adianta ficar culpando governos e políticos, somos todos responsáveis por tudo isto! Cada um dos indivíduos dessa sociedade é responsável sim por parte desses graves desvios no desenvolvimento humano! E não tenham dúvidas que se hoje nos sentimos isentos de responsabilidade, amanhã o Universo cobrará os seus impostos, pois que o próprio Cristo nos ensinou que o trabalho era um fator importantíssimo no desenvolvimento espiritual dos homens e das almas. Imaginem a quem será debitada esta conta?

Alguém já assistiu ao BOPE, se não, se preparem e ficarão chocados com uma realidade que sempre pretendemos colocar debaixo dos tapetes. Continuar a ignorar este estado de coisas não é mais aceitável em hipótese alguma.

Sozinhos quase nada podem realizar, mas unidos podemos fazer a diferença que os governos deixaram de lado, nos associando a ONGs, grupos de auxílio, nos voluntariando em obras sociais, etc.. Cada um tentando fazer um pedacinho, e por pequeno que seja, não faria diferença talvez no todo, mas se fizer diferença mesmo que somente a uma única alma de Deus, já terá valido à pena. Pensem nisto.

Cruzar os braços e deixar por conta dos outros ou daqueles que tem mais condições financeiras de fazê-lo é omissão e isso iguala todos os “homens maus” que Cristo vomita diariamente. É fato que aquelas crianças que estão a nascer nestes ambientes hostis estão provados, entretanto, se compreendêssemos melhor a parábola de Cristo sobre os ricos e pobres, veremos que a prova é daqueles que já alcançaram um nível de bens materiais, sejam os pobres mesmos, os medianamente na escala e os tais “ricos”, não se referindo aos que nada alcançaram em vida.

Mas vai aqui uma lição de polaridades, quanto mais é negativa uma situação, de nada adianta reclamar, xingar, criticar, gritar, ofender, posto que isto soma forças ao negativo. Assim também ensina os Evangelhos; deixemos que os maus combatam os outros maus. Aos Crentes nas virtudes de Deus compete agir com positividade, criatividade, com construções positivas, com ideais de ações em amor e somente desta forma substitui-se o mal pelo bem. Dê a Cesar o que é de César, que ele se acaba sozinho e desaparece, assim como já desapareceu tantos e tantos Impérios, poderosos, governos, ditadores e outros que se julgavam o “Rei da Cocada Preta”.

Atama Moriya

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