Ainda sobre os bio-combustíveis brasileiros

Está havendo uma grande movimentação do governo e dos produtores de álcool, no sentido de abrirmos mercado de exportação para este produto. Bom, isto em tese é bom.

Mas vamos analisar com mais calma.

O que observamos que apesar de produzir muito álcool e sem prejudicarmos as safras agrícolas, o Brasil tem problemas sérios com infra-estruturas portuárias, e corredores de exportação. Aliás, melhor esclarecendo, não temos infra-estrutura quase alguma para exportação de álcool líquido, o que exigiria grandes investimentos e de quem seria?

Por outro lado, a falta de investimentos portuários e a falta de mercados consumidores têm neste momento vantagens aos consumidores brasileiros que é capaz de ter para consumo um produto com preços bastante razoáveis para consumo automobilístico.

E a produção continua a aumentar, fato que mantém os preços equilibrados no mercado interno e sem tendência de alta, embora o consumo tenha aumentado drasticamente em função da tecnologia flex, uma piada há trinta anos, hoje uma realidade que está sendo copiada pelas engenharias automobilísticas do mundo todo.

Contudo, a abertura de novos mercados no exterior que seria muito bom para aumentarmos o saldo da balança comercial, pode-se se tornar uma faca de dois gumes rapidamente. Posto que, se houver uma procura maior que a produção que o nosso país possa oferecer (o que seria natural), e havendo um grande excedente de capitais de investidores no mundo, logo veremos o nascimento de mais um mercado de comodities. Resultado: Corremos o risco de termos o preço do álcool nas bombas aos mesmos preços de mercado internacional, um preço elevado pela especulação que detonaria o consumidor brasileiro. Será que alguém sabe disto e se preocupa com isto?

Mais uma vez o consumidor será jogado, se isto acontecer, de um lado para outro, feito boneco ou boneca sem boca para falar, ao léu para contentar os “gregos” mais poderosos. Hoje você é útil, amanhã não precisamos mais de você!

E mais, se o álcool passar a oferecer tanta margem de lucros, aí sim, vamos ter cada vez mais agricultores plantando cana, o que fatalmente causaria um desequilíbrio na produção de alimentos. E ninguém pode impedir isto, afinal todos querem ganhar mais e mais, cada vez mais…

Atama Moriya.

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