Individuação, outra palavra de ordem neste milênio!

Vivemos uma diversidade de pensamentos e modos de vida, o que é razoável e normal, pois, todos dependemos de nossas próprias experiências para conceituarmos nossos pontos de vista e nossas opiniões.

Entretanto, ainda na atualidade o homem repete o mesmo comportamento, através destes milênios tentando, de forma totalmente inconsciente se individuar. Isto é certo?

Não creio mais nisto! Este era o caminho da evolução no passado, mas já não era hora de tentar compreender tudo de forma consciente? O que vemos atualmente é que o “indivíduo”, sem se individuar, ainda não é um indivíduo, mesmo que por partes ainda, adota em geral os pensamentos das mesmice coletiva e dos formadores de opinião.

Os seres sejam homens ou mulheres, necessitam conhecer a si próprio para poderem se individuar cada dia um pouco mais.

Ainda guardamos em nós traços dos tempos em que vivíamos no “Grande Oceano” e este comportamento coletivo ainda hoje é a matriz evolucional que comanda os seres na Terra. É compreensível o desejo de unir sempre a outros, mas amadurecemos o suficiente para buscarmos a nós mesmos como indivíduos, pois este foi o grande propósito das separações em mônadas individuais e não coletivas. Do contrário, nem precisávamos ter saído do “Grande Oceano”.

Há muito tempo já era tempo de ter se desenvolvido um pouco mais no sentido de se “individuar”, de criar seus próprios pensamentos, de raciocinar individualmente, de pensar por conta própria, de se abalizar melhor, de estudar as grandes questões colocadas no contexto evolutivo e, mesmo que não vá conseguir entender a si mesmo completamente neste momento da Civilização, poderia intuir coisas maiores, melhores e mais importantes que elevariam o seu grau de consciência individual.

Esta individuação tem de ocorrer o tempo todo, porquanto ainda persistirá uma consciência coletiva que nos acompanhará até o último dia da criação.

Individuar não é como se pensa de se tornar mais egoísta, mais egocêntrico, mas este desejo inconsciente quando não trabalhado racionalmente leva o ser humano a ter estes comportamentos primitivos, como se unir em “torcida organizadas, em cidadãos de países sectários, se unir em torno de um ideal político com muitos outros porque alguém disse que aquilo era bom e não porque ele realmente pensou e raciocinou profundamente sobre esta questão, faz ele se juntar a outros para conjurar de morte os prováveis assassinos de crianças em frente de prédios, e tantos outros exemplos.

Este desejo de individuar, quando não racionalizado e raciocinado, leva o indivíduo a querer viver como um louco, a ter práticas na vida que não levam a nada e não aproveitam a si mesmo, como por exemplo, desejar sentir emoções extremadas, seja no sexo, seja em esportes de risco como se pendurar em elásticos em abismos, ficar pendurado em balões e sumir no mar e sabe lá aonde vai e outros exemplos que vocês podem se lembrar, pensando.

Também este desejo incontido e completamente insabido leva o indivíduo a querer ser diferente de resto, ser o mais rico do mundo, ser o mais bonito do mundo ou a mais bonita do mundo, a mais famosa, o melhor jogador do mundo, o melhor atleta, o cara mais “bombado” da academia, o mais vigoroso sexualmente, o maior “catador” de mulheres, a melhor “caçadora” de homens, a mais bela e famosa das mulheres, a melhor modelo, a mais gostosa da empresa, a melhor aluna ou aluno, e assim vai.

Também, na mesma linha leva o ser na busca de si próprio, mas de forma “burra” a ser político corrupto, o chefe e líder dos outros “bobos”, o cara que ganha mais dinheiro entre os amigos, na cidade, no país, tudo isto parece aquecer mais o egocentrismo, ou pelo menos o desejo de ser o centro de tudo, na família, entre os amigos, na empresa, na rua quando anda, enfim ele deseja mais do que nunca “aparecer” e ser “o cara” ou “a cara”.

Tudo parece loucura quando vemos os extremos que acompanhamos diariamente seja a nossa volta com aquela jovem que praticou “bulimia” e morreu, com aquela mulher que já fez umas vinte plásticas e hoje parece mais um E.T., com o cara que tem uma fortuna de milhões e quer mais, mais e mais que nem que vivesse dez mil anos conseguiria gastar, com os políticos que nem tem motivos para “roubar” porque vivem bem e recebem ótimos salários, mas mesmo assim não se contem, e nem querem saber de ética e moral e vai outros exemplos.

E também vai os exemplos em todos os níveis sociais de pessoas que por se sentirem ou se “acharem” melhores que os outros, tratam os demais com frieza, com ares de “superioridade”, com “desprezo humano, com ódios porque não comungam das mesmas opiniões, porque não são da mesma religião, não torcem para o mesmo time de futebol, e desejam mesmo é humilhar os demais porque assim se sentem “diferentes”, únicos, superiores aos demais.

Também há aos montes os que porque estudaram um pouco a mais que a maioria, tentam se mostrar “mais inteligentes”, com mais lógicas, com mais erudição e estes são os piores hoje porque são formadores de opiniões bastante duvidosas sobre vários assuntos na cultura da sociedade.

Tem os que amam gritar aos outros: “você está demitido”!

Tem, por exemplo, os que escrevem editoriais no jornal “estadão” de hoje, domingo, criticando a formação de uma associação de Juízes ligados ao espiritismo que se propõe a julgar com valores mais próximos das religiões. Estes céticos e críticos, embora senhores tidos como mentes superiores pelos demais, mostram a todo momento uma fragilidade no pensar de si próprio muito grande. Se um dia ele estudar um pouco mais e conseguir raciocinar vai ver que as leis dos homens é apenas uma imitação das leis de Deus, seja a mosaica, a islamita ou o raio que o parta e aqui na Terra tem o caráter apenas punitivo para proteger o homem de outros homens no sentido positivo de permitir que os demais vivam e não sejam prejudicados, não porque tem bens a serem protegidos, mas porque justamente copiam a tese de Deus: “toda vida dever ser preservada, qualquer uma, dando-se a todas as mesmas condições para melhor “experienciar” a própria vida porque é assim que se evolui, e em todos os sentidos, seja mental, individual, coletivo, cultural, educacional, econômico, social e finalmente divino, o que se permitirá a razão da existência do seres sobre a Terra.

Haverá um dia que o Homem que se lembra do Criador somente quando está na beira da morte ou quando morre um parente, compreenderá porque ele existe na face da Terra, e certamente vai se envergonhar que não é para ser melhor que os outros, não é para ajuntar um monte de dinheiro, casas, carros, empregados que ele molesta moralmente, e outras tantas “inteligências” que pratica.

Isto não é “utopia” porque ninguém que está vivo tem vida “utópica”, portanto é uma verdade para hoje, embora que não reconhecida por quase ninguém. Mas ninguém disse que só é verdade quando a maioria assim a reconhece, como desejam “as cabras cegas”.

Pense, raciocine, racionalize suas idéias, não seja “maria vai com as outras”, pense sobre tudo que acontece a tua volta e principalmente, pense que você é um indivíduo que precisa para evoluir ter idéias próprias, mesmo que a princípio “chupinada” e desenvolvida à partir dos pensamentos dos poucos sábios que singraram pela Terra durante séculos.

Enquanto você, mesmo que limitadamente (porque todos somos seres limitados porquanto somos a criatura e não o Criador) não conseguir dentro destas limitações mentais se individuar em vida, você não estará evoluindo como indivíduo e assim não poderá ser de maneira alguma útil para a Civilização que busca sempre, para frente e para o alto, valores superiores e melhores e não regressão ao tempo das cavernas, de onde você já saiu e não pretende retornar, não é?

Atama Moriya.

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