Sempre haverá novas auroras! – Crônica

Num futuro não tão distante, mas em outro ciclo, muito nos lembraremos destes dias em que nos debruçávamos nessas máquinas que hoje consideramos tão fantásticas que chamamos de computador, mas que logo serão substituídas por outras totalmente intuitivas bio-cibernéticas que captarão nossos pensamentos. Então riremos muito desses dias….. às vezes eufóricos, outros tristes, às vezes cheios de dúvidas, outros cheios de razão e sapiência, mas todos de certa forma numa dura caminhada, basicamente, movidos por nossos instintos ainda primitivos de busca de nossas razões de vida, quer queira chamá-la assim, ou outra, senão descobrirmos em nós mesmos porque razão existimos?

Já quando habitávamos há milhares de anos atrás corpos extremamente duros e inflexíveis, parentes do Homo-Sapiens, limitados em nós mesmos, encarcerados dentro de nós mesmos, pensávamos, puxa, e como pensávamos, mas sem compreender porque algo nos impulsionava pra frente, sempre…. Num rumo desconhecido e perdido…. as auroras….ahhh….as auroras, sempre lindas radiantes! Nossos companheiros se alinhavam conosco sobre os penhascos, admirando aquele raiar da LUZ! Aquilo nos parecia tão importante, a LUZ! Lado a lado, e silenciosos, sem poder e conseguir nos expressar com nossos amigos de tribo, chorávamos e as lágrimas de uma dor desconhecida arremessavam-nos para um horizonte que parecia sem fim, desconhecido e cheios de medo!

Algo em nosso espírito nos angustiava terrivelmente, mas ainda sem poder e ter a capacidade de expressa-lo aos nossos companheiros, apenas olhávamos o horizonte do sol com seu esplendor de todas as manhãs. Aquele sentimento existencial, impulsionava nos para então, num misto de tristeza e euforia, entre lágrimas de dor e angústia profunda, numa extrema sensação de vazio existencial, levantarmos os braços e de pé, instintivamente, sem ao menos compreender porque existíamos, resplandecíamos como uma cruz, uma cruz de um Pai que também não conhecíamos, mas ansiávamos por seu abraço e seu carinho, como que, a nos proteger, deste horizonte, deste dia que se abria em nossas almas que se abria em amor com o nossos companheiros de jornada, numa terra estranha e que para nós transmitia não somente um sem-fim, mas também toda aquela angústia de uma existência incompreendida pela alma.

Ohhh! Pai Nosso! Até quando levantaremos os braços EM CRUZ e clamaremos por ti?

OM TAT SAT

LUZ PLENA AOS FILHOS DESSA TERRA!

Atama Moriya, publicado em 24-maio-2008.


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Uma resposta para Sempre haverá novas auroras! – Crônica

  1. Borboleta disse:

    Palavras ternas, doces sensações, equilíbrio e sensatez…

    Atama, troco pilhas de jornais pela leitura diária de tuas palavras!

    Deus te abençôe!

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