Vamos pensar sobre isto: “Nova descoberta pode elevar Brasil a potência petrolífera, diz ‘WSJ’”

Segundo jornal, potencial brasileiro pode diminuir pressão sobre o preço.

O jornal americano Wall Street Journal diz em sua edição dexta sexta-feira que a nova descoberta de petróleo na Bacia de Santos, anunciada na quarta-feira, “esquenta especulações” sobre a ascensão do Brasil ao grupo dos grandes exportadores globais e de que o país tem reservas suficientes para “aliviar a pressão sobre os crescentes preços do petróleo”.

Segundo a reportagem, “a descoberta é a última em uma série de ações bem sucedidas da empresa, aumentando as esperanças de que o Brasil será a nova grande novidade em petróleo global”.

“Com o preço do petróleo batendo novos recordes, grandes descobertas no Brasil iriam aumentar o otimismo da indústria energética de que o país poderia suprir petróleo suficiente para manter o ritmo da crescente demanda”, diz o jornal.

“Nas negociações na quinta-feira, na Bolsa de Nova York, o preço do barril caiu US$ 2,36, ou 1,8%, para US$ 130,81 o barril, em parte diante da perspectiva de maior suprimento vindo do Brasil”, afirma o Wall Street Journal.

Segundo o jornal, as descobertas seriam especialmente bem-vindas nos Estados Unidos, garantindo uma nova fonte de petróleo em seu hemisfério.

“O foco de atenção é a Bacia de Santos, uma série de campos de petróleo potenciais enterrados sob milhas de águas ocêanicas, terra e uma teimosa camada de sal. A perfuração exploratória em diferentes campos produziu petróleo bastante similar, alimentando uma excitante nova teoria: de que a bacia pode ser um contínuo mega-depósito de petróleo.”

O jornal afirma, no entanto, que apesar do otimismo, observadores dizem que há boas razões para ceticismo.

“A exploração e a extração de petróleo em águas super-profundas são uma empreitada cara e arriscada. O sal que fica sobre os potenciais campos soma desafios técnicos porque muda de lugar e é propenso a mudanças bruscas de pressão. E apesar dos avanços na tecnologia de imagens geológicas, é impossível saber a quantidade e a qualidade do petróleo escondido em um depósito até que ele comece a jorrar – um processo que leva anos.”

Mas, segundo o WSJ, os investidores não estão esperando para apostar neste potencial.

“A fatia da Petrobras negociada publicamente aumentou tanto este ano que o valor de mercado da companhia ultrapassou o de empresas de nomes conhecidos, como a General Electric e a Microsoft”, afirma o jornal.

Segundo a reportagem, só com as reservas já encontradas o Brasil, provavelmente, chegaria ao topo dos exportadores latino-americanos.

“Para um país que começa a abandonar seu passado como país em desenvolvimento volátil, tanta bonança pode ser bom ou ruim. O dinheiro do petróleo vai encher os cofres do governo, mas também pode deixar o Brasil tentado a adotar hábitos esbanjadores de outros grandes exportadores de petróleo”, conclui o WSJ.

Comentário meu:

Vocês repararam que o nosso país é o centro de todas as atenções a nível mundial?

Quando se folheia na internet os noticiários mundiais lê-se em inúmeras mídias “n” notícias e comentários sobre o Brasi, uma ora, é o desmatamento da Amazônia que a ONU já crê ser internacional, outra hora é novas descobertas no campo petrolífero como esta que vemos agora, e outra hora são as questões dos alimentos, enfim sempre somos notícia agora.

Há dez anos atrás os cidadãos de outros países, notadamente os países mais ricos, não sabiam nem que o Brasil ficava na América do Sul, muitos imaginavam que era uma país africano, sem desmerecer os países daquele continente, mas somente a guisa de comentários, e hora, de repente somos a bola da vez.

Todo mundo já sabia desde após a segunda guerra mundial que “um dia” seríamos inevitavelmente a grande Nação do Sul, com certeza a maior de todas, maior inclusive que a América do Norte.

Apenas o que antes ficava guardado como segredo, como informação preciosa, hoje está escancarado.

Diversos pensadores, principalmente americanos já haviam se pronunciado a respeito e até mesmos alguns notáveis brasileiros, mas pouca importância se deu a estas questões, principalmente aqui mesmo neste país, onde sempre fomos moldados por mentes obtusas e personagens absolutamente “incultos” da mídia, muitos deles inclusive idolatrados por eles mesmos, membros da própria mídia.

Uma pena que assim tenha sido.

Talvez se tivéssemos pensado e planejado de forma grande este país provavelmente não estaríamos nas piores estatísticas planetárias hoje.

Mas faltaram líderes, grandes líderes, como Juscelino, o último dos grandes, e viemos convivendo anos após anos com a mediocridade. E amargamos com políticas nefastas como os BNH’s, uma forma de isolar os pobres, o incremento de favelas, como guetos da escória humana, e assim por diante, sem falar na destruição das escolas públicas que haviam na década de 60 e hoje viraram escombros e antros formadores não se sabe do que.

Contudo, embora com grande atraso de uns cinqüenta anos, estamos prestes a realmente se desenvolver como Nação e não será independente de qual governo assuma, pois este desenvolvimento tem força nas melhores consciências deste país e são hoje professores, médicos, pesquisadores, cientistas, físicos, filósofos engenheiros, etc. que se esforçam e muito para ver um país melhor no futuro.

Os políticos hoje também estão evoluindo em pensamentos, nem todos são péssimos, têm alguns bons também, e aos poucos outros se somarão com mentes mais brilhantes, com mais consciência.

Eu não tenho dúvidas que recuperamos os cinqüenta anos de atraso e escravidão mental nos próximos cinqüenta anos. Há muito o que se fazer ainda, mas vamos chegar lá, e assim como já tivemos Deus judeu, europeu, americano, hoje é mais do que nunca brasileiro, literalmente.

A notícia do WSJ apenas demonstra a que ponto chega a mente americana que continua achando que somos seu quintal, ao dizer que a descoberta de petróleo no Brasil dá um certo alívio ao mercado americano. Quem lhes disse que este Petróleo, que somente será viável economicamente à partir de 5 a 10 anos futuros será destinado a aliviar as suas tensões energéticas?

Este Petróleo, cuja existência já se comentava na década de 70 e 80, não será primordialmente para salvar o mundo, mesmo porque isto seria impossível, dado que este mundo consome mais de 30 bilhões de barris/ano, e nossas reservas, mesmo contando com novas descobertas, ainda assim não será maior que 120 a 160 bilhões, igual aos dos maiores produtos de petróleo da OPEP.

O que se pode e deve-se executar de forma inteligente é planejar o nosso desenvolvimento com base nas riquezas que advirão com as exportações de excedentes de petróleo. Excedentes porque ainda hoje importamos cerca de 30% de nossas necessidades diárias de 2 milhões de barris/dia.

Mas se quisermos exportar no futuro teremos que investir em pelo menos cem plataformas marítimas, cada uma custando entre 500 milhões a 1 bilhão e meio de dólares, dependendo da sua composição, cada uma levando desde a sua fabricação até sua instalação algo em torno de cinco anos de trabalho. Cada plataforma retirando em média 100, 200mil barris/dia, dependendo do seu tamanho também. De onde virá todo este investimento? Do Povo Brasileiro, não tenham dúvidas!

Nas contas finais vamos precisar ainda de dez anos para ter um excedente de exportação grande de petróleo que realmente faça a diferença.

Até lá, esperamos, muita coisa boa tem de acontecer também, a nível econômico, social, político, educacional, etc., para que nossa dependência cultural e tecnológica diminua e possamos finalmente andar com as nossas próprias pernas e cabeça.

Atama Moriya.

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