Sobre a teoria das cordas e a Kaballah, voltando um pouco.

Ivanildo me perguntou sobre a teoria das cordas da física e creio eu sobre a correlação com os cordões de prata e de ouro do esoterismo com relação a Kaballah. Vou tentar responder de memória e portanto, descupe-me as falhas.

Não sou a melhor pessoa para descrever os ensinamentos da Kaballah porque não a conheço tão a fundo para poder entrar nos mínimos detalhes como os grandes kaballistas de séculos passados o fizeram, principalmente os franceses e espanhois, grandes estudiosos europeus que a trouxeram para o Ocidente. Por sinal, acho que não conheço nada a fundo, ainda estou tentando aprender com muita transpiração e pouca inspiração.

E também acho que muita teoria hoje não funciona bem, pois que as pessoas precisam da prática e teoria pode se buscar em livros que estão aos milhares por aí, e também em boas escolas de Ocultismo.Mas posso dar umas pinceladas breves a respeito, com a licença dos leitores que não apreciam muito teorias.

Quando falamos em kaballah sempre nos lembramos das Sephiras, as dez sephirots que são a representação perfeita do macro-cosmo e do micro-cosmo, tanto representa a criação do universo quanto a representação dos planos, dos reinos, e também do próprio ser hominal, causa única da existência do Universo.

Como Einstein dizia, o Universo só existe porque existe um observador, que neste caso, embora micros, somos nós, então alguma importância devemos ter.

Todos nós, aceitemos ou não, somos ligados por fios entre nós mesmos, e cada um de nós ligados através do cordão de ouro ao Grande Oceano.

Os Kaballistas foram os primeiros a colocar a representação da existência humana numa grande matriz matemática, exatamente a mesma matriz que aprendemos na matemática, logo, transformada e reduzida nas dez sephirots da Kaballah. Perceba-se que toda a interligação entre as sephiras, sejam linhas horizontais ou verticais (para cima e para alto sempre) representam as cordas que a tudo interliga.

Pelas dez sephirots temos a representação dos dez dias da criação, dos dez planos de existência (três são arquetipais), temos a representação da ligação da existência do Pai, Filho e Espirito Santo que formam o Imanifestado (Kether, Chokmah. Binah) com os Sete Incriados, cada um o Rei do Universo em cada um dos sete dias da criação. Nas Sephiras temos a representação para estudo das sete ondas de vida, das sete raças, sete sub-raças, tribos, famílias, etc., conforme também consta do Judaísmo e melhor esmiuçado por HPB.

Nas sephiras temos também a representação dos sete estados de consciência, os quais se sub-dividem em outros sete, e estes em mais sete e assim por diante, e cada ser humano se encontra num destes estados de consciência, as quais também foram citadas nas Antigas Escrituras e no livro da Revelação. Sendo assim, estamos todos nós interligados através dos fios com todos os individuos e com toda a coletividade, por isso, somos irmãos.

Também fazem uma representação do que hoje chamamos de dimensões, ou seja, haveriam ao todo dez dimensões e uma décima primeira, desconhecida que seria apenas a soma dos três superiores.

Cada dimensão conteria sete outras dimensões, mais três arquetipais e assim por diante.

As sephiras também fazem a representação do ser individual também, não só com os sete chacras, como também em sub-grupos somados, formariam a tríade do corpo humano, sendo que os três superiores seriam a cabeça.

Há duas sephiras ocultas que ainda deverão florescer, e no homem seria a representação do oitavo chacra sintese, ou a alma do sétimo plano de existência.

Mas o que nos interessa explicar neste momento é só a ligação de todas as sephiras entre si através de cordas comunicantes permanentemente, e todas conectadas com o Grande Oceano ao mesmo tempo (Atziluth).

A kaballah também faz a representação do mecanicismo horizontal do Universo e do organicismo vertical do homem. Será que dá para entender?

E por fim, a Kaballah sub divide as dez sephirots em quatro planos de existência, interligados entre si, que sãos os mesmos referidos pela Teosofia, afinal são apenas os quatro dias da criação decorridos, todos os demais ainda estão em estado arquetipal ainda.

Tudo isto vai se encontrar com mais detalhes através de ensinamentos de grandes kaballistas que normalmente não escrevem livros, mas tem por aí seus discípulos de décadas de estudo que certamente estão mais capacitados de explicar cada passo, muito melhor que eu que nada sei, ainda, mas estou me esforçando para compreender. Então, peço desculpas pelos eventuais erros de minha parte.

Mas francamente, dado a evolução dos tempos e dos ensinamentos, creio que o melhor hoje é se aprofundar na Teosofia, embora que tão velha quanto a Kaballah, até mais antiga, está recheada de novidades trazidas por HPB mais recentemente e mais fácil de ser digerida pelas mentes atuais, acho eu.

Um grande abraço a todos.

Atama Moriya.

Home

Anúncios
Esse post foi publicado em texto. Bookmark o link permanente.

Opte por deixar comentários claros, concisos, compreensíveis e racionais. Evite palavrões, palavras ásperas e críticas/ofensas a outras pessoas. Lembre-se que este blog é muito lido por menores de idade. Por favor, deixe bons exemplos.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s