Nível de gás carbônico na Terra é o maior em 800 mil anos, diz estudo

Pesquisa achou variações em ar armazenado em cilindros de gelo obtidos na Antártida.
Concentração de dióxido de carbono é quase 30% maior hoje do que no resto do período.

Da Reuters

A concentração de gases do efeito estufa na atmosfera é mais alta atualmente do que em qualquer momento dos últimos 800 mil anos, no mínimo. É o que afirma um estudo divulgado nesta quarta-feira (14) e realizado com base em amostras de gelo da Antártida. É mais uma prova de que a humanidade está alterando o clima do planeta.

O dióxido de carbono e o metano presos nas pequenas bolhas de ar de camadas antigas de gelo, encontradas a 3.200 metros de profundidade abaixo da superfície da Antártida, acrescentam 150 mil anos a mais de dados aos registros que se estendiam até então a 650 mil anos atrás.

“Podemos dizer com segurança que a concentração de dióxido de carbono e de metano é hoje, respectivamente, 28% e 124% maior do que durante os últimos 800 mil anos”, afirmou Thomas Stocker, pesquisador da Universidade de Berna (Suíça) e autor do estudo.

Revolução Industrial

Antes da Revolução Industrial, os níveis de concentração dos gases do efeito estufa pautavam-se principalmente pelas alterações de longo prazo na órbita da Terra ao redor do Sol, responsáveis por iniciar e finalizar oito eras glaciais nos últimos 800 mil anos.

No ano passado, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), responsabilizou as atividades humanas, e em especial a queima de combustíveis fósseis que libera gases do efeito estufa, pelo aquecimento global dos tempos modernos, o qual vem prejudicando o abastecimento de água e alimentos ao provocar uma intensificação de fenômenos como secas, enchentes e ondas de calor. “As forças determinantes hoje são muito diferentes das forças determinantes do passado, quando havia apenas a variação natural”, afirma Stocker.

Também participaram da pesquisa outros cientistas da Suíça, da França e da Alemanha. Os especialistas, membros do Projeto Europeu de Prospecção do Gelo na Antártida, escavaram quase até o leito de pedra daquela região. Ao fazer isso, recuperaram camadas formadas por gelo comprimido e que guardam características da época em que surgiram.”

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL469403-5603,00.html

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