Os desafios que a humanidade enfrenta e que criarão novos paradigmas de sobrevivência e huma-unidade – Parte 7

Henry Liu expande esta ideia no seu excelente artigo A Panic-stricken Federal Reserve :

“Na década de 1920, a vasta disparidade de riqueza entre os ricos e o assalariado médio aumentou a vulnerabilidade da economia. Para uma economia funcionar com estabilidade numa escala macro, a procura total precisa equalizar a oferta total. A disparidade de rendimento resultará finalmente na deficiência da procura, provocando o excesso de oferta. A extensão de crédito aos consumidores pode prolongar o desequilíbrio oferta/procura mas se o crédito for estendido para além da capacidade do rendimento para sustentá-lo, isto resultará numa bolha de dívida que inevitavelmente explodirá com sofrimento económico que pode ser aliviado apenas através da inflação… Mais investimento normalmente aumenta a produtividade. Contudo, se as recompensas da produtividade acrescida não forem distribuídos razoavelmente para os trabalhadores, a produção em breve ultrapassará a procura. A busca por altos retornos num mercado em baixa procura levará a bolhas de dívida com especulação generalizada … Hoje, o crédito pendente do consumidor excepto hipotecas habitacionais soma cerca de US$14 milhões de milhões (trillion), aproximadamente o mesmo valor do PIB anual.”
http://www.atimes.com/atimes/Global_Economy/JD02Dj03.html

Então estamos assistindo a uma repetição cíclica quase cem anos depois?

A Economia é uma ciência exata no que tange as respostas que ela concede diante de determinados estímulos, portanto, precisamos observar mais dos dados presentes e extrapolá-los em modelos matemáticos para cada vez mais nos aproximarmos dos resultados.

Por exemplo, o nosso Banco Central de maneira costumeira e previsível elevou novamente a taxa de juros da SELIC para 11.75%, com o intuito de frear a inflação, a tão temerosa inflação com a qual convivemos por 40 anos seguidos. Será possível que dê os resultados esperados? Não se tem uma idéia clara da origem desta inflação que caminha para algo acima de 5 pontos anuais.

Entretanto é possível que a valorização do real além daquela que tem ocorrido internacionalmente poderia nos ajudar neste freio? Não creio. É bem mais provável que outros fatores externos como a intensa procura por comodities de alimentos tenham muito mais influência do que fatores internos.

Ou ainda uma super-expansão do crédito interno esteja na ponta desta alavanca inflacionária.

Sem saber ao certo por que tanta pressa em aplicar um remédio doloroso? Não seria melhor reduzir em primeiro lugar de forma drástica os gastos de governo para encontrarmos um outro ponto de equilíbrio?

Creio mais, como muitos, que uma taxa SELIC apenas dois pontos acima da inflação prevista seria muito mais saudável à economia aliado a um enxugamento da máquina e redução das taxas tributárias, bem como uma limitação sobre a expansão do crédito, uma medida ingrata aos Bancos carregados de reais e sem ter aonde aplicar.

Quanto maior o endividamento da população, maior será o risco de uma quebra interna futura, como a que ocorre hoje nos EUA. Mais seguro e saudável do que aumentar a taxa SELIC (a segunda maior do Planeta) é praticarmos uma política de expansão industrial e uma decorrente expansão automática da renda média de consumo, e sem crédito.

– continua.

Atama Moriya.

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Uma resposta para Os desafios que a humanidade enfrenta e que criarão novos paradigmas de sobrevivência e huma-unidade – Parte 7

  1. Adriana disse:

    Oi, anjo só passei para dizer que estou acompanhando… eu e a minha intuição…

    superbeijokas em seu coração com todo amor e carinho

    Adri

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