Os desafios que a humanidade enfrenta e que criarão novos paradigmas de sobrevivência e huma-unidade – Parte 5

As economias dos países ricos sempre se direcionaram para comprar insumos, matérias-primas, minérios, produtos industriais, produtos agrícolas e pecuários bem baratos, retornando com exportações de bens e serviços extremamente caros, sob alegação de altas tecnologias e poder econômico das empresas da área financeira, e ao mesmo tempo, e de certa forma partiram do pressuposto que sempre controlariam os preços de comercialização em patamares aceitáveis para si, baseando-se a pressão sob a cobrança de juros sobre empréstimos para gastar nas importações de seus produtos e ao mesmo tempo impor condições duríssimas para que os países em desenvolvimento permanecessem sempre frágeis em seus sistemas econômicos sub-desenvolvidos e à margem da economia mundial.


É inegável que isto continua a ocorrer, ou seja, quanto mais pobres e miseráveis os países em desenvolvimento, mais fácil se torna a sua sub-julgação econômica, ou seja, sempre foi esta forma econômica de exploração da pobreza que permitiu as suas sobrevivências em ótimas condições de vida de seus povos a despeito da desgraça que impunham aos demais Povos.


Observamos então neste aspecto um choque, uma imposição, uma atitude exploratória, e sempre que isto ocorre na história algo acontece que empurra esta situação a outro patamar ao longo do tempo tornando este controle irreal e falso, posto que não havendo um ponto de proximidade de equanimidade, o polo inferior tende sempre a encontrar soluções e caminhos que forçarão ao ponto de equilíbrio.


Toda situação de desequilíbrio econômico-social pode vigir por algum tempo, por muito tempo, mas nunca para sempre, isto é fato. Este tempo pode ser posto em termos matemáticos, no que chamamos de ciclos. Prever estes ciclos envolve a análise de muitas variantes, mas é perfeitamente possível elaborar modelos matemáticos como os já propostos por vários cientistas e pesquisadores modernos.


Nas últimas décadas temos assistido pela telinha a derrocada de sistemas econômicos como o comunismo (que só tem dado algum resultado na China pelas características culturais de seu Povo, mesmo assim, um comunismo adaptado as regras econômicas do Capitalismo), o socialismo que migra rapidamente para o socialismo-democrático onde se incentiva a livre iniciativa, num misto neo-liberal, e também estamos assistindo o fracasso do sistema neo-liberal tão propagandeado como a solução final de todos os sistemas econômicos desde Adam Smith. Creio que navegamos nas propaganda, mas era necessário conviver nele para aprendermos e até para que possamos desenvolver um novo sistema que traga mais justiça social e econômica.


Praticamente todos os países mais desenvolvidos praticam o neo-liberalismo, devendo-se apenas excetuar a Russia e a China com populações de peso, mas cujos sistemas hoje tendem a mistos, mesmo porque ambos os países necessitam de investimentos e de integração econômica mundial. Mas notadamente a China não caminha para se tornar um new-neo-liberal, mas aparentemente caminha para um outro tipo de sistema econômico onde um sistema que favoreça a maioria prevalece, mas uma caminhada lenta por enquanto, dentro de planejamentos de décadas, como é comum para um Povo que se encontra com milhares de anos sobre a Terra. Lá culturalmente a pressa não faz parte da cultura, mas sim o planejamento. Uma cultura totalmente diferente da Ocidental, por isso as comparações não são válidas.


No Oriente vive-se para um vida longa, já no Ocidente a cultura é de se viver para o almoço e janta apenas, e da maneira mais faustosa possível.


E hoje já é tempo de falarmos sobre um novo tipo de cultura, representado pelos países do Hemisfério Sul, já um misto de ambas as culturas, um modelo ainda em desenvolvimento, mas certamente aperfeiçoado e mais moderno.


Se contarmos somente os países praticantes do neoliberalismo podemos aferir com certeza que apesar de todas as tecnologias e desenvolvimento humano, quantitativamente menos de 10% das populações somadas realmente usufruem do bem-estar proporcionado pelo desenvolvimento tecnológico alcançado.

Se for aguardar que o próprio sistema resolva isto, guardados os parâmetros atuais, nem em mil anos vamos chegar a um equilíbrio. Que Povo suportaria aguardar este tempo para ver melhoras significativas?


Até mesmo a poderosa economia dos EUA hoje está sucumbindo e está já em estado de delírio econômico. Um Povo que sempre acreditou na sua própria supremacia econômica e tecnológica sobre os demais como forma de solução; que sempre elaborou diversos dogmas de vida, como ficar rico da noite para o dia, confiar sempre que o sistema compareceria para suste-los economicamente através do crescimento e oportunidades várias no mercado de trabalho, hoje vê e sente duramente enormes feridas nessa confiança. Não há mais espaço para tanta confiança num processo recessivo, alto endividamento familiar de até trinta vezes a renda familiar.


Super desenvolvimento tecnológico está diretamente relacionado a um desenvolvimento socio-econômico pararelo, como relatam vários pesquisadores em seus trabalhos estudando o homem e o seu desenvolvimento desde a Idade Média, entretanto, não é isto que estamos observando. E nestas circunstâncias, forças invisíveis passam a atuar e forçam às mudanças econômicas para um novo patamar, mesmo que ocorra lentamente como nos dias atuais. Mas haverá mecanismos econômicos que fará o papel acelerador de mudanças de paradigmas.


Tais mecanismos econômicos sempre surgiram na história como que do nada para os leigos, mas sabidamente previsíveis para os analistas. E independente de revoluções, atos civis, golpes de estados, cujos resultados normalmente somente causam atrasos na evolução econômica da equanimidade social. Basta ver os exemplos onde as forças atuaram independentemente do direito social.


-continua-

Por Atama Moriya

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