A Justiça de Deus e a Justiça dos Homens-parte 3

Pela Lei das Recorrências aprendemos que tudo que fazemos em vida fica lá gravado nos átomos permanentes de nossos corpos sutis, então, numa explicação mais grotesca, se você gosta de estudar, fica lá gravado, se você gosta de trabalhar, fica lá gravado, se você é preguiçoso, fica lá gravado, se você é turrão, fica lá gravado, se você é bestial, fica lá gravado, e aí na vida seguinte o que se tratar de falha vai ser repassado novamente para ser corrigido com novas partículas dos átomos, como na física de partículas. Tudo é energia pulsante, viva e especialmente inteligente no micro-cosmo.

Kardec se referia a isto como novas oportunidades para correção de nossos atos, já os teosofistas, sem nenhuma crítica a esse luminar, numa visão mais adequada ao entendimento moderno, ou pelo menos do dia de hoje, tratam isto como uma recorrência gravada indevidamente e que deve sofrer nova gravação, só que desta vez correta nas experiências de vida.

Esta é à priori a visão mecanicista da aplicação da Lei de Talião cuja competência jurídica, se assim podemos chamá-la, compete exclusivamente aos Tribunais Divinos, considerando-se os tribunais terrenos como possibilidades de amor para correção comportamental enquanto ainda vivo, mas que em nenhuma hipótese elide a aplicação e o julgamento sob os amplos aspectos e visões dos verdadeiros Tribunais Superiores, dos quais, nenhuma alma escapa sem julgamento a cada término de vida e a cada término de ciclo evolutivo.

Os indivíduos quando se defrontam com o conhecimento da Lei de Talião tem o hábito de rapidamente a julgar e aplica-la aos seus semelhantes, muito embora, quando percebem que a si mesmo também será aplicada, tendem a considerá-la muita dura e até mesmo injusta, mas isto somente quando as agruras da vida o abatem, exclamando pelos cantos: – Por que eu, meu Deus? Eu que sempre fiz tudo certinho, eu que sempre fui bom com as pessoas, eu que sou um bom pai, uma boa mãe, por que justo comigo, por que justo com meus filhos, meus pais, meus irmãos?

Se analisarmos com calma e lógica racional de Deus, veremos que uma razão precípua e lógica houve, nada é por acaso. O Universo de Deus não se guia aleatoriamente e ao acaso, posto que se assim fosse não guardaria um juízo de valores que pudesse nortear o crescimento das consciências: seria tudo absurdamente louco e sem razões!

Aquele que clama por justiça não somente está apartado de uma visão mais completa de Deus, como certamente está ainda buscando um crescimento nesta vida, como crianças desgostosas porque estão sem pirulito enquanto todas as outras o tem.

A afirmação proferida por João: “Deus é Amor”, é uma síntese de todo o seu conhecimento iniciático, de toda a Sabedoria que foi passada por aquele que foi o maior Mestre na Terra, embora que a Terra dos homens-crianças ainda, e, portanto, sem demérito, é dos também homens pequenos, ainda.
-continua
Por Atama Moriya

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