A Justiça de Deus e a Justiça dos Homens-parte 2

É normal que muitos em interpretações e entendimentos considerem esta Lei muito dura, duríssima. Ora, quando encarnados, os homens também assim agem, são duros, duríssimos com seus semelhantes, embora que irmãos de sangue, de alma e espírito. Portanto, considerar a Lei Injusta ou dura demais, significa também chamar o Criador de Injusto, duro, duríssimo. Fato que se reveste de um erro grotesco de visão. Imaginem se é possível determinarmos ao Criador do Universo o que fazer e como agir com nós seres encarnados e cheios de imperfeição.

Tem cabimento alguém exclamar:-

– Oh Deus! Como o Senhor é Injusto! Ou então

– Oh Deus quanta injustiça fizestes em minha vida!

Ou ainda, diante de uma catástrofe:

– Oh Deus, é injusto que crianças pequeninhas tenham morrido, elas não tem culpa nenhuma!

Pessoal, às vezes choca compreender (como algumas vezes fui interpelado em aula), mas Deus não deixa acontecer nada, nada mesmo que possa ser injusto, posto que ele não se guia pelos egos humanos, mas muito pelo contrário, ele detém toda a Sabedoria Divina no Universo! Para tudo, tudo mesmo existe uma razão, uma razão acima da compreensão humana.

É normal que os indivíduos que nunca pararam para compreender os funcionamentos das leis se sintam injustiçados, ou revoltado, ou duvidosos da justiça de Deus, o que é aceitável, afinal, estamos ainda em estado de crianças em desenvolvimento. Nossas consciências ainda são infantis, mas cabe àqueles que desejam avançar pensar um pouco mais, e tentarem compreender o por quês dos acontecimentos em nossas vidas e até nas vidas alheias.

Vejam que todo o Universo, como hoje avança a física em estudos metafísicos, é completamente mecânico, daí a similitude com a física mecanicista em nossas vidas. Imaginem se assim não fosse, certamente seríamos guiados por resultados absolutamente aleatórios, o que certamente acarretaria em juízos de valores diferenciados e uma justiça que tornar-se-ia completamente desbalanceada, mas assim não procede o Criador.

Vejam a natureza do macrocosmo, tudo é maravilhosamente mecânico, nasce em explosões, criam-se, desenvolvem-se, somam energias, envelhecem, se desgastam sob o juízo do tempo, um dia desaparecem, e suas energias são transformadas em outras coisas novas e tudo recomeça. Tudo mecanicamente, mas com um grau de precisão que somente Deus poderia programar e executar.

Assim também na Terra; lembram-se da frase “Do pó viestes e ao pó retornarás”? Esta frase possui profundos ensinamentos, e entre os quais a natureza mecânica da vida!

Vamos tentar evitar que este assunto fique muito longo. Então observem a vida, o planeta, o reino mineral, o reino vegetal, o reino animal, e finalmente o quarto reino; tudo é regido por leis mecânicas de existência. Dia e noite, quatro estações, sol e lua, positivo e negativo, vida e morte, etc. Nada mais lógico do que a própria lógica da natureza mecanicista do Universo. Assim como é em cima, é embaixo e vice-versa também.

Isto posto, podemos concluir com certeza que a aplicação da Lei de Talião também se dá de forma mecanicista e em razões matemáticas. Não se devendo compara-la à leis humanas, que apenas tentam copia-la em gênero, número e grau, mas escapam por interpretações muitas vezes ilógica e não sob princípios mecânicos na maioria das vezes.

Também é de se ressaltar que sendo o homem de natureza primitiva, ele é ainda tendencioso (quer tudo de bom para si mesmo, mas só para si), egoísta (pensa ser o centro do universo e definitivamente merecedor de mais que os outros por méritos), indolente (se outros podem fazer porque eu tenho que fazer) e extremamente duro com os outros, é natural que as lei dos homens também tenda a serem duríssimas no sentido punitivo, entretanto, esta visão se perde em função de sua natureza interpretativa da Lei de Deus, que, ao contrário, não é de punição, mas de correção através de novas oportunidades e experiências, quando então, pelas Leis da Recorrências regravamos nossas falhas e erros com um novo conjunto de átomos de acertos e correções e estes só podem ser considerados à partir da existência dos corpos físicos, etérico, astral e mental. É a mecânica dos átomos permanentes.
-continua –

Por Atama Moriya

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Uma resposta para A Justiça de Deus e a Justiça dos Homens-parte 2

  1. Karin disse:

    Legal o texto! Concordo.

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