A FARRA DOS CARTÕES FAMIGERADOS E FACÍNORAS

Mais uma vez acompanhamos essa mais nova descoberta de um super facínora da sociedade brasileira, tão massacrada de ladrões e criminosos de todas as espécies possíveis e imagináveis, seja nas ruas em assaltos à mão armada, seja nos impostos escorchantes, seja nos preços exorbitantes do setor de serviços, e seja, quem diria, na calada da noite por estes cartões ditos corporativos, mas não de corporação, mas de corpo em ação. Quem diria: esses malditos cartões são culpados da farra de 76 milhões de reais.

É sempre mais fácil culpar os cartões famigerados e facínoras, esquecendo-se de que são meros objetos de plástico, e que atrás deles se escondem personagens enigmáticos e secretos do governo federal que a bem da verdade, não sabem que trabalham para o Povo e desconhecem completamente esta realidade.

Disse bem a ministra Dilma, algo que deveria ser dito aos donos de cartões e não ao Povo: “os cartões deveriam cobrir somente despesas impessoais, pois que pessoais não são gastos governamentais, ou seja não corporativos”. Mas será que esse pessoal, que deveriam ser de absoluta confiança, sabiam disto???

Praticamente todos os funcionários do governo, seja da administração direta ou indireta, já recebem salários, verba de representação, verba de transportes e outras verbas mais que variam de acordo com suas funções internas ou externas, além disto, lhes é garantido, em caso de viagem, reembolso de todas as despesas através de diária que cobre os gastos de hotéis e restaurantes, mas sem exageros, e sem necessidade de comprovação, por isso se chama diária.  Seu valor sempre foi suficiente para garantir lhes fora de casa todo o conforto igual o de sua casa e mais, todas as despesas de transportes são reembolsáveis também, como táxis e alugueis de carro e passagens aáereas, caso seja necessário, bem como gastos de combustíveis fora do perímetro urbano.

Então, raios, para que serve estes cartões ditos corporativos?

Diriam os que são nossos empregados (mas não se acham assim): “São para os gastos emergenciais!”  Ahhh, sim, agora estou entendendo…humm….mas então porque existem gastos que são chamados de segurança nacional (sic?) e não podem ser questionados???

Fala-se em mil e tantos beneficiados por estes cartões….mas devem ser mais, pois imagina-se que só ia até funcionários de terceiro escalão, entretanto, até seguranças (quinto, sexto, décimo escalão) detinham e usavam ditos cartões, comprando desde esteiras(?) e até gastos de 2 mil reais em livraria, o pessoal é culto, sem dúvida, mas isso comprova a tese que cultura e ética são coisas distintas…Não que eles não possam ter tais gastos, entretanto, o que se questiona que sendo nossos funcionários, ou melhor, funcionários do Povo, será que receberam aprovação nossa para referidas despesas às nossas custas??? Não deveria haver pelo menos uma prestação de contas morais diante das circunstâncias?

Dizem outros, o valor total gastos com cartões não é significativo diante do orçamento. É verdade, mas o que se discute aqui não é o valor, mas a probidade dos homens que detém ditos cartões, a maioria ocupantes de cargos públicos, ou seja de confiança, mas de quem será, da nossa confiança??

Da falta de discernimentos é que vivemos num país com uma carga tributária tão elevada (aprox. 42% do PIB) quase a mesma de países socialistas, mas sem ter os benefícios concedidos aos cidadãos destes países, tais como saúde e educação absolutamente gratuita e de primeiro mundo.

As pessoas normalmente confundem o pagar os impostos com a situação individual do imposto de renda pessoal, mas existem, independentes destes, os impostos já embutidos em todos os serviços e produtos que o cidadão consome, desde arroz, batata, luz, água, telefone, pinga, cerveja, cigarro, enfim tudo tem imposto já embutido e sobre esta elevada carga tributária é que os cidadãos tem de reclamar por melhores serviços dos governos. E quem trabalha no governo tem obrigação de entender que ele está ali para servir ao Povo e não se servir do Povo, e tendo ética e moral seria comedido em suas atividades governamentais e se quiser tomar champagne francesa que o faça do seu dinheiro pessoal, mesmo porque esta bebida 95% do Povo jamais bebeu e jamais beberá em sua vida.
Mais do que o Povo que precisa aprender a votar ainda, os nossos governantes e funcionários precisam (de condição “sine qua non”) aprender a respeitar o cargo público (publico de Povo) dos quais está temporariamente investido à bem do próprio Povo e não a bem de si próprio e se assim não está investido e convencido, deveria deixar para outrem esta atividade que antes de ser profissional, professa uma fé pública e pudica, sem jamais ser púbica. Vivemos num país com 60 milhões de reais excluídos e miseráveis, e este é o real que em hipótese alguma deveria ser colocado em segundo plano. Ou estes benditos cartões aprendem a trabalhar à bem público ou, por favor, nos deixem que com certeza nos faria bem mais felizes. Fome zero é um projeto para o Povo e não para os famigerados portadores dos cartões (im)pessoais.

Resta esperar que o povo aprenda, aprenda de tanto ser vilipendiado.

Atama Moriya

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