Os desafios que a humanidade enfrenta e que criarão novos paradigmas de sobrevivência e huma-unidade – Parte 3

A questão das mortgages americanas representam apenas a ponta de iceberg que está a deriva e dificilmente poderá ser controlado. Mas serve de exemplo.

Como de repente em dez anos títulos de trinta anos que eram negociados com deságios altíssimos de até 90% passaram em poucos anos a serem super valorizados? Para atrair investidores imobiliários financeiras passaram a pagar juros anuais cada vez maiores, a tal ponto que muitas pessoas da classe média passaram a vender seus imóveis para aplicar o dinheiro da venda no mercado financeiro. Mais ou menos dentro da própria cultura americana: “don’t put your money on blocks”.

Mas desta vez parece que foi péssimo seguir este conselho. Os imóveis se super valorizaram e obtiveram preços e cotações até três superiores ao mercado, e os compradores aos financiá-los criaram a formação de novos títulos lastreados em imóveis com valorização acima da real, com taxas de juros elevadas, muitas outras instituições no mundo compravam estes papéis e emitiam outros títulos com este lastro, numa operação a segundo risco, e certamente devem ter ocorridas outras operações sub-prime.

Altas taxas de juros, altos preços e altos riscos empurraram as prestações imobiliárias a níveis insuportáveis e iniciaram-se os riscos de inadimplência, e isto foi fatal. Com a derrubada do primeiro pino do dominó, todos os demais foram juntos. Sem contar que boa parte das operações, em função dos riscos, encontrava-se sem securitização.

Hoje os pequenos e médios investidores se perguntam até que ponto os investimentos financeiros são seguros e realmente representam um ativo de valor real. Podem estar investindo em certos papéis que hoje equivalem a um boeing, mas podem no futuro nem representar um fusca.

Uma vez que o próprio dólar não tem lastro, a pergunta é quanto valerá um dólar daqui um ano, daqui dois anos, daqui dez anos?

Junto com a quebra financeira provocada pelo mercado imobiliário, a maior economia do mundo enfrenta desafios imensos com a dívida interna, com altos gastos militares, com inflação agravada pelo retorno dos dólares, e enorme risco de recessão, cujo processo econômico quando se inicia torna-se imprevisível as suas duração e tamanho. Como aliás é comum acontecer em grande escala em países em desenvolvimento.

Mas o mercado financeiro internacional é suspeito de conter outras bolhas econômicas, afinal como é possível se obter que investidores ganhem bilhões diariamente, faturando rendimentos superiores a 50% ao dia em aplicações nas bolsas mundiais?

Matematicamente nada de errado, mas tanto dinheiro deve fazer o mundo pensar que está havendo uma excessiva valorização de títulos e ações para permitirem tanto lucro financeiro sem nenhuma contra-partida financeira. É dinheiro vindo do nada.

Os Bancos Centrais do mundo estão criando mecanismos para socorrer as instituições financeiras em dificuldades, mas até quando serão capazes de controlar esta situação?

Tantos ganhos financeiros estão jogando os preços cada vez mais para cima, em contra-partidas provavelmente irreais, e drenando os capitais da classe média em cada país, endividando-as em níveis insuportáveis, as vezes atingindo a trinta vezes o ganho anual de cada trabalhador. É a falsa sensação de poder do endividamento através de mecanismos automáticos como os cartões de crédito, cheques especiais e financiamentos aparentemente baratos e extremamente facilitado.

Mas se continuar a cair as peças de dominó em poucos anos experimentaremos uma gigantesca crise econômica mundial, talvez necessária para que os produtos e bens voltem a ter preços reais, aliás uma tendência e força invisível cíclica nas economias.

A ultima grande crise das bolsas ocorreu em 1929 e afetou gravemente o mundo. Hoje, dado que a globalização se fortificou e se solidificou na área financeira é de se esperar que se isto voltar a ocorrer (segundo Karl Marx o Capitalismo vive de ciclos) terá a força de um gigantesco furacão mundial e terá resultados imprevisíveis.

Será possível impedir tais ocorrências cíclicas?
-continua
Atama Moriya

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Uma resposta para Os desafios que a humanidade enfrenta e que criarão novos paradigmas de sobrevivência e huma-unidade – Parte 3

  1. Adriana disse:

    Oieh!!!
    Viu, hoje tirei um tempinho para dar uma passeada no blog?!!!rs…rs…

    Ué, cadê os próximos capitulos?!!!

    mais…beijinhos

    Adri

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