Os desafios que a humanidade enfrenta e que criarão novos paradigmas de sobrevivência e huma-unidade – Parte 1

Ao examinarmos o passado histórico das civilizações, aprenderemos que passamos por diversas fases, começando pela união dos homens em tribos lutando em grupos para sua sobrevivência. Posteriormente este sistema evoluiu para vilas, pequenas comunidades locais, depois cidades e mais recentemente e durante alguns séculos houve formações de países ou nações, impondo-se cada uma delas à si próprio unificações de línguas, costumes, normas e leis para que possam os seus cidadãos conviverem entre si.

Civilizações são formadas por indivíduos e, portanto trazem em si próprios a diversidades de ações e pensamentos, contudo, após séculos de convivência, cada vez mais dentro de cada civilização vamos observar que as arestas estão sendo moldadas para permitirem a convivência dos indivíduos entre si próprios, portando como meio usam leis, normas e tradições como costumes iguais entre si.

Todas as leis e normas objetivam proteger o homem na sociedade de outros homens ou proteger o homem de si mesmo, regra básica para moldar e evitar a expansão absurda da ação abusiva individual a despeito dos demais membros que compõem a sociedade e visam ensinar o princípio de equanimidade.

Limitar o ser humano ainda é extremamente necessário para que o desejo individual de sobrevivência e desejos de satisfação psíquica, material e pessoal não se sobreponha sobre os demais indivíduos da sociedade em detrimento da satisfação de todos os indivíduos, para que seja mais importante a manutenção da unidade das sociedades, dando-se mais valor ao coletivo do que ao indivíduo.

A ordem seqüencial de Fraternidade, Igualdade e Liberdade ainda são muito confusas nas mentes individuais conduzidas e mal durante milênios pela cultura humanidade, ainda presa a conceitos mais primários de sobrevivência da espécie, mas não a espécie coletiva, mas a individual, daí porque os indivíduos buscam primeiro a Liberdade e, se der, acontece o dois demais. Como aliás não tem ocorrido em escala desejada porquanto dois bilhões de seres humanos passam grandes dificuldades no planeta, sendo que pelo menos 150 milhões morrem anualmente prematuramente por fome aguda, má alimentação, falta de saneamento, saúde e assistência médica. Isto representa quase um Brasil por ano.

Claro está que isto representa a tese: “antes ele do que eu” que ainda predomina as massas dos indivíduos.

Claro está que este é modelo mundial falido e inadmissível sob todos os pontos de vista de civilização pelos quais evoluímos até os dias atuais. Talvez há um século atrás isso ainda fosse admissível para a maioria, mas não hoje, onde grande parte, não a maioria flagrante, não pensa mais como nossos ancestrais, os quais ainda sobrevivem em modernas cavernas com televisões de plasma e lcd dos quais se pode observar os “workpobres” se matando para dar conforto a estes poucos que não representam nem 20% da civilização.

Evidentemente estamos defrontes a maior contradição sócio econômica humana de toda a nossa história na Terra.

E a história tem demonstrado que a humanidade evolui sempre que ocorrem contradições, sendo esta a mola propulsora de novos paradigmas de vida, desde o tempo das cavernas. A contradição é importante e necessária, porque o homem com suas características psíquicas de indolência tende sempre a se acomodar e não buscar novas soluções, hoje globais, antigamente, apenas comunitária.

No passado, embora rústico tecnologicamente tínhamos que disputar alimentos para sobreviver em nossas tribos e comunidades. Hoje disputa-se ganhar dinheiro para comprar sacas e sacas de alimentos dos workpobres, então mergulhamos numa sociedade diametralmente oposta, onde se obriga os workpobres a produzirem muitas e muitas sacas de alimentos em troca de benefícios concedidos pelos sem-work-dominantes, que vivem à custa da exploração humana, graças a algo chamado dinheiro criado pelos fenícios não com esta finalidade, mas apenas para facilitar as trocas ou escambos.

Dinheiro é algo importante e utilíssimo, nada contra ele, mas tem de se imaginar que há algo de podre agregado a ele que põe para baixo toda a teoria da mais valia econômica.

Todas as teorias econômicas mesmo super-desenvolvidas a partir de pensadores como Marx, Keynes, Smith, etc. não são capazes de solucionar esta contradição enorme na qual vivemos. Por sinal, para que serve toda a ciência econômica se não for capaz de solucionar a questão de equanimidade econômica entre todos os indivíduos que compõe uma civilização?

Voltemos ao Homem e sua contradição pessoal de viver e sentir a vida, nem que para tanto isto signifique explorar e matar outros homens, entretanto, externamente proclama seus belos discursos religiosos e humanitários, daí porque no Planeta mais de 90% professem uma crença divina mas não a praticam em função do seu desejo infinito de viver às custas de outros.

Esta contradição pessoal é levada à efeito na entidade coletiva dos seres, cidades, estados, países, continentes, e nações unidas ou melhor desunidas.

Tantas contradições no século vinte exacerbaram os lados opostos da convivência entre os humanos, ricos e pobres. Enquanto ricos ficaram extremamente ricos e poderosos, mais e mais pobres foram criados para serem sacrificados na cultura capitalista de miseráveis que merecem permanecerem miseráveis para servirem e jamais serem servidos.

A contradição humana pode ser resumida da seguinte forma: quando morre um rico, ele é manchete em jornais e televisão, quando morre um pobre e são centenas de milhares por dia, este se torna apenas mais um dado estatístico.

Então, esta situação inaceitável seja no ponto de vista científico ou filosófico, impulsiona mais uma vez o homem e toda a civilização dita moderna para um outro ponto, criando aos poucos novos e novos paradigmas e consequentemente novos sistemas de vida. Esta é uma ocorrência cíclica ao longo da história passada.

Daí porque podemos afirmar que mudanças ocorrerão em breve impulsionadas por uma força estranha e absolutamente fora do controle daqueles se julgam os governantes da humanidade. Governantes não são os políticos e nem os sistemas criados apenas para proteger o homem do próprio homem.

Governantes hoje são as massas mundiais que ainda mantém viva as teses e os ideais de vida incongruentes e contraditórios, mas baseados na égide repetitiva de que precisam sobreviver e viver a despeito da “injustiça social” que se propaga e se alastra para animalizar seus semelhantes e de tempos em tempos agraciá-los com “cenourinhas”.

Enquanto se mantém a crença de vida de que desta forma está bom para si mesmo, os sistemas de vida atual são mantidos.

Mas para os observadores econômicos e sociais mais atentos percebe-se que logo caminharemos para um novo abismo, pois os sistemas atuais podem realmente permitir a boa-venturança de muitos, de boa parte das civilizações, mas não tem condições de agraciar a maioria absoluta da humanidade.

Jamais nos sistemas atuais, seja capitalista, liberal, neoliberal, comunista, socialista ou social democracia encontrar-se-á um ponto de mais equilíbrio quando nos referimos ao ser coletivo planetário, quando nos referimos aos 6,5 bilhões de seres humanos que o compõem. Não há métodos dentro dos sistemas atuais econômicos capazes de produzir riqueza e prosperidade para a quase totalidade. Não se deseja cem por cento porquanto o homem imperfeito deve permanecer sempre na busca de sua própria perfeição, mas se busca sob o ponto de vista de equanimidade algo sustentável, fato que enseja atingir esta equanimidade em mais de 90% da população, caso contrário, volta ao ciclo de crises contraditórias na economia.

Enquanto as economias dos países não resolverem a questão de equanimidade econômico-social jamais o homem poderá buscar a sua própria e individual equanimidade pessoal de viver e bem viver.

Não é preciso força, nem criar revoluções de pensamentos, pois que estes se alastram a olhos vivos em todos os lugares, países e situações por si só.

Observem que todos os sistemas atuais estão virtualmente falidos sob o ponto de vista de equanimidade econômica. Se estão falidos é porque estão baseados em falsos pressupostos, que podem ter parecido verdadeiros em outros tempos, mas hoje se mostram esgotados e em vias de implodirem por si só em função da pressão social que aumenta diariamente. Por quê? Porque os sistemas atuais atendem apenas uma parcela pequena das sociedades e sendo errôneos, em breve se auto-destruirão.

Ciclos iguais já assistimos diversas vezes nas histórias dos Povos, e assim não será diferente dentro em breve num novo capítulo da história da humanidade. E de antemão sabemos que não será a última crise cíclica, porquanto outras se sucederão porque o homem certamente continuará imperfeito ainda por muitos milênios e ele necessita vivenciar suas próprias contradições para poder evoluir e cientificamente é impossível crer que a busca da perfeição pura possa ter um fim.

Veremos nos próximos capítulos alguns aspectos da falência econômica que a meu ver pessoal fará a mudança primordial de paradigma de vida capitalista de que tudo é só dinheiro, ganhando força no futuro a prevalência dos princípios de equanimidade, uma lei natural que governa o Universo. Ir contra este princípio, é ir contra a própria natureza do ser humano.

-continua

Atama Moriya

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3 respostas para Os desafios que a humanidade enfrenta e que criarão novos paradigmas de sobrevivência e huma-unidade – Parte 1

  1. Nelson cravo disse:

    Ainda é a ciencia filosofica do espiritismo, que melhor credenciais tem para poder dar respostas a muitas das interrogações que fazemos, como: De onde vimos, o que fazemos aqui, e para onde vamos. Basicamente a missão de qualquer ser inteligente, ou não é evoluir. Em qualquer forma de existencia está-se sempre a evoluir, sem que as entidades disso se apercebam. Os seres inteligentes quando atingem a fase do raciocinio, têm maior responsabilidade sobre si mesmos, e desta forma devem acelarar a sua própia evolução.

  2. Luís disse:

    A grande pergunta é a seguinte: Porque estamos aquí ???

    Somente o espiritismo responde isso de forma meio imcompleta…

    Se alguem souber, por gentiliza me responda.
    bombordo2008@hotmail.com

  3. thiiiitinha disse:

    eu amO muuuito a minha amiga maria paula e a juliana 😉

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