Capítulo 10 – O Amor, o Homem e a Mulher

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Neste momento cósmico o homem atual deve aprender a viver com incertezas. O princípio das incertezas rege e guia o homem. Para tentar desvendar as incertezas do dia de amanhã ele vive se apegando as coisas do passado. Assim é também a ciência, procura estudar modelos passados que possam compreender e desvendar como será o dia de amanhã. Assim também é o homem: na vida de incertezas, da incerteza de que ele realmente está vivo, na incerteza de amanhã existirá, na incerteza do que ele é, na incerteza de como será o seu futuro, na incerteza de quando acontecerá isto ou aquilo em sua vida, na incerteza principalmente de quando ele morrerá, e como, e o que acontece a seguir.

Todas estas incertezas lhe causem medo. Medo de não ser amado o reduz àquele ser que tem falta de amor em seu coração, então este medo o leva para novos horizontes, outros medos, como o medo de fracassar, o medo de ser infeliz, o medo de morrer, o medo de morrer sozinho, o medo da rejeição, o medo de sofrimentos que não sabe explicar, o medo de perdas, o medo da morte de entes queridos, o medo do depois da morte, o medo de castigos, e até mesmo o medo de viver.

Para se defender deste medo ele cria objetos de poder, tais como beleza, carros, roupas, vaidades, e principalmente poder sobre os outros, desejando comprar com dinheiro, chantagens emocionais, e mesmo mendigando, os amores de outros para si mesmo; porque ele ainda não sabe amar, não sabe dar primeiro, não sabe conviver e aceitar as incertezas, não sabe conviver e aceitar as diferenças, não sabe conviver e aceitar aos desejos dos outros, não sabe conviver e aceitar que eventualmente em sua vida exterior pode ter que conviver sozinho e aprender com isto.

Busca em si apenas coisas concretas, da mente concreta que possam satisfazê-lo de imediato, e ocupá-lo, e pelo menos enganá-lo com algumas certezas, mesmo que ilusórias e sabidamente temporárias. Enquanto incapaz de aceitar e controlar os seus medos, avança sobre as questões externas, dos cinco sentidos que podem sustentá-lo psicologicamente. Ele acredita apenas naquilo que vê, sente, saboreia, dá-lhe prazer, naquilo que toca, e mesmo reconhecendo toda essa transitoriedade deste mundo exterior, é o que lhe basta, é seu limite. Por isso, nessa ânsia de vida e nessa carência de amor, dividir e amar não são palavras de ordem, a não para si mesmo e para os que entende serem sua posse, como família.

Daí porque ele é capaz de matar os seus semelhantes para sobrepujar o seu próprio medo de conviver consigo mesmo e com sua própria verdade. Daí porque ele se torna frio, calculista, egocêntrico, vaidoso, ignorante e duro, duríssimo para com os outros. Porque ele, em seu íntimo valoriza apenas o seu viver, porque morrer por outrem, se doar pelos outros significa enfrentar os seus medos, e isto ele não é capaz, ainda.

Professa uma ou outra religião porque no fundo aquilo lhe dá alguma explicação que apazigua o seu medo de não ser amado e lhe acalma quando alguém diz que Deus perdoa tudo e que, portanto suas faltas que sua consciência cobra serão perdoadas, sem problemas. E, muitas vezes se torna cético por conveniência, aquele cuja mente nega tudo, por achar que assim, cético, perfaz toda sua condição de controle pessoal sobre a sua vida e mesmo reconhecendo no íntimo Deus, deixa-o o fora porque aprendeu que Deus o perdoa mais tarde, afinal ele só quer viver e ser amado. Aceitar que não tem esse controle seria mergulhar no medo.

Tanto um como o outro não vivem o controle deste medo profundo. Apenas o escondem por debaixo do tapete, e assim vão em suas vidas mecânicas, aguardando explicações lógicas do dia de amanhã. Se lhes tirarem as explicações apenas mecânicas da vida, tudo desmorona, todas as suas vidas se desfazem no ar: isto seria para ele aterrorizante: “eu não quero morrer” “se eu tiver um enfarte quem vai me socorrer” “quem vai cuidar de mim” “eu crio uma família para que a família cuide de mim depois” “eu não quero morrer sozinho” “por favor não me deixe” “não me abandone” “eu suplico que me ame”. Continua mesmo com muito medo de ser rejeitado, de ser humilhado, de ser rebaixado, de ser ridicularizado. Ahh, a sensação de ser abandonado por outro; que medo hein?

Poderíamos ficar horas descrevendo este ser humano atual. Mas apenas reflita o quanto isto pode ser verdade. Qual é a motivação de um ser humano tão cruel, tão duro, tão frio, tão egocêntrico?

Pessoal, vamos procurar a solução? Então, pensem, reflitam no que se segue.

Eis o caminho: aprender a amar é tudo que precisam.

Aprender a desenvolver este amor dentro de si requer algo difícil para o ser humano que é amar ao próximo como a si mesmo e nesta ordem, senão o Cristo teria invertido a frase.

O verdadeiro amor é o santo remédio para apaziguar e eliminar definitivamente o “medo de não ser amado”, o motor causador destes sentimentos negativos, desta desvalorização pessoal, dessa desunião com o seu ser interior.

Quando o ser humano aprender a amar verdadeiramente o seu próximo, criará dentro de si mesmo a semente do amor verdadeiro, esta energia ainda desconhecido da maioria, que enfim, o fará amar a si próprio. Não é possível amar a si próprio enquanto o este sujeito “si próprio” não tem desenvolvido este “amor divino” em seu coração. Como os seres seriam capazes de pintar de vermelho seus corações se não estiverem de posse deste “vermelho”? Quem está dentro do coração e quem está dentro da mente exterior?

A mente exterior, a sua individualidade, a sua personalidade, o seu ego, pensam sempre que ama, mas pelo simples fato de pensar, é certeza que este amor não existe!

A isto que chama de amor-pensamento é somente um substrato do seu método de vencer o seu medo, à sua maneira, através de posse, poder, egocentrismo, frieza, dureza, etc.

Quando alguém diz: “eu te amo” você realmente acredita que seja o Amor do qual Cristo nos ensina?

Assim, vivendo num mundo de aparências, descobrimos que ninguém ama ninguém, e ninguém é amado por ninguém, excetuando os seres conscientes da vida. Quais são os que você conhece que estão neste patamar?

Para fugir desta regra geral o ser humano que se compreende assim, que se observa assim, que se constata assim, que se conhece assim, mas busca algo maior, passa para o passo seguinte de forma inteligente, racional, divina. Vai à busca deste amor dentro de si próprio, dentro de si mesmo. Vai desenvolvê-lo nos duros campos da vida, mas sem medo, sem justificativas, sem máscaras, sem subterfúgios, sem estereótipos de qualquer natureza, encarna o Cristo que vive nos Coração e dá redenção ao seu ser da mente concreta, pois este é absorvido pela sua natureza cósmica de “Filho de Deus” e não mais um simples mortal.

E quanto maior é o grau de “loucura” reinante, quanto maior é o grau de primitivismo humano, quanto maior é o grau de desequilíbrio entre o bem e mal, saiba que mais dura e difícil será a “provação”, mais sofrida será a encarnação do Amor de Deus.

Mas não se enganem, este sofrimento não é o mesmo daquele ser “medroso” de enfrentar a si mesmo, o sofrimento dos egocêntricos, não, não é mais este sofrimento. É o sofrimento dos grandes seres, aqueles que desenvolverem em vida o único tipo de amor que Deus criou, o Amor de Deus, é o sofrimento que não sofre mais por si mesmo, mas sofre pelo outros, pelos ceifados, pelos que são feitos escravos pelo primitivos em sua faina de “busca de amor”. Este é o sofrimento dos grandes seres que aqui estiverem e aqui estão encarnados neste momento. Tornar-se mais um deles não é de forma alguma, um sacrifício de vida, mas antes, uma doação feliz de vida.
Todavia, compreender isto e só por aqueles que trilham a cruz em vida e não se escondem de si próprio.

E a história humana assim o descreve, como nas vidas dos Franciscos, dos Luteros, dos Ghandi, das Joanas, dos Cátaros, dos 20000 novos Cristãos que morreram queimados na noite de São Bartolomeu, e outros milhares de desconhecidos que ousaram dar suas vidas por algo que para si não era uma incerteza, mas pelo contrário, uma certeza de que eles estavam certos e no caminho de Deus e que não viveram vidas inutilmente e de forma apenas mecânica e biológica. E graças a esses “loucos de amor”, eu tenho a certeza, que esta humanidade ainda persiste sobre a face da Terra.

E tenham a certeza também que para o Pai invalidar toda essa criação da Terra não seria nada difícil, apenas ele recomeçaria tudo em outro Planeta, restando a experiência terráquea como mais uma dentre as experiências que não deram certo, como, aliás, já deve ter ocorrido outras tantas vezes em outros Universos.

Mas e a quanto anda o amor dos homens? Ah, esse amor está muito complicado, não acham? Nossa, dá para entrar em desespero quando vemos a distancia que nos falta desenvolve-lo.

– continua –

Atama Moriya

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Uma resposta para Capítulo 10 – O Amor, o Homem e a Mulher

  1. Monica disse:

    Olá…Obrigada pelo site…Os textos são bons e podem ajudar a muita gente mas este aqui é muito mortificante e destoa dos outros. Uma nova via crucis! Pode ser que eu esteja errada, mas senti assim…
    Grata

    Mônica

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