Após o Pico Petrolífero teremos a queda da produção e a escassez crescente – revendo os limites do crescimento devido aos limites dos recursos naturais

- Na década de 1970 o aumento da população mundial e os recursos finitos disponíveis para suportá-la eram tópicos correntes. Depois o interesse desvaneceu-se — mas já é tempo de voltar ao assunto, estamos perto dos limites.

por Charles A. S. Hall e John W. Day, Jr. *

Nas últimas décadas tem havido grande discussão nas academias e nos media acerca dos impactos ambientais da atividade humana, especialmente aqueles relacionados com as alterações climáticas e a biodiversidade, mas muito menos atenção tem sido prestada à diminuição dos recursos básicos para os seres humanos.

Apesar da nossa falta de atenção, o esgotamento de recursos e o crescimento da população têm continuado de modo implacável.

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O Fim do Petróleo está próximo: “Temos de poupar, poupar, poupar”

- “Os velhos campos de petróleo estão a morrer” – eis a realidade

por Michel Mallet [*]

entrevistado por Anselm Waldermann

O mundo pode ficar sem petróleo dentro de 20 anos. Este cenário sombrio não é a previsão de ambientalistas e sim de Michel Mallet, o administrador geral da Total, o gigante francês da energia, na Alemanha. Nesta entrevista, Mallet apela a uma redução do consumo de gasolina e a um imposto sobre o combustível destinado à aviação.

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Fome mundial, uma crise que demanda a mudança de hábitos se desejamos diminuir o sofrimento de bilhões de seres humanos

Esta não é mais apenas uma questão filosófica de querer bem ao próximo, de querer bem a outros seres humanos, pois, comprovado está através de estudos científicos e análises criteriosas levadas a cabo por ONGs, Universidades e Centros de Pesquisas no mundo que a civilização atual já atingiu os limites de sustentabilidade da vida sobre o Planeta.

Na prática diversos parâmetros adotados hoje nas culturas as quais se formaram ao longo de séculos de existência dos países e que formam os hábitos e usos e costumes colocam-se diametralmente contra qualquer forma possível de que a Civilização como um todo na Terra possa um dia proporcionar bem estar com graus satisfatórios de equilíbrio a maioria dos habitantes do Planeta. Isto é impossível como veremos a seguir.

Vamos enfocar brevemente alguns destes fatores:

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A natureza impõe seus limites e ensina a humanidade a lidar com a vaidade e o egoísmo

Estamos vivendo um final de ciclo que por sinal coincide com o final de ciclos da era de peixes também, um ciclo já desgastado e “podre” sob conceitos humanos já desenvolvidos suficientemente na mente de muitos, poucos ainda diante do todo, mas muitos.

Não é mais possível conviver com estes velhos conceitos de vida de exploração de uns sobre os outros, de uma pirâmide social com 90% na base, de países que praticam há séculos uma exploração de outros povos importando-se exclusivamente com a sobrevivência e o bem-estar de si próprios como países.

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Petróleo, todo o bem e todo o mal da humanidade

Importante estudar neste nosso modelo de desenvolvimento mundial que ele todo está calcado à base de uma energia produzida pelo petróleo.

Na década de 20, oitenta e oito anos atrás, era o chamado “ouro negro” e assim o mundo se rejubilava de alegria.

Havia os novos ricos americanos do Texas que se esbaldavam chafurdados em óleo cru como “porcos na lama”, e o mundo aplaudia.

Com o petróleo barato à base de um dólar por barril montou-se uma gigantesca matriz de desenvolvimento social e econômico mundial.

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Vamos pensar sobre isto: “Nova descoberta pode elevar Brasil a potência petrolífera, diz ‘WSJ’”

Segundo jornal, potencial brasileiro pode diminuir pressão sobre o preço.

O jornal americano Wall Street Journal diz em sua edição dexta sexta-feira que a nova descoberta de petróleo na Bacia de Santos, anunciada na quarta-feira, “esquenta especulações” sobre a ascensão do Brasil ao grupo dos grandes exportadores globais e de que o país tem reservas suficientes para “aliviar a pressão sobre os crescentes preços do petróleo”.

Segundo a reportagem, “a descoberta é a última em uma série de ações bem sucedidas da empresa, aumentando as esperanças de que o Brasil será a nova grande novidade em petróleo global”.

“Com o preço do petróleo batendo novos recordes, grandes descobertas no Brasil iriam aumentar o otimismo da indústria energética de que o país poderia suprir petróleo suficiente para manter o ritmo da crescente demanda”, diz o jornal.

“Nas negociações na quinta-feira, na Bolsa de Nova York, o preço do barril caiu US$ 2,36, ou 1,8%, para US$ 130,81 o barril, em parte diante da perspectiva de maior suprimento vindo do Brasil”, afirma o Wall Street Journal.

Segundo o jornal, as descobertas seriam especialmente bem-vindas nos Estados Unidos, garantindo uma nova fonte de petróleo em seu hemisfério.

“O foco de atenção é a Bacia de Santos, uma série de campos de petróleo potenciais enterrados sob milhas de águas ocêanicas, terra e uma teimosa camada de sal. A perfuração exploratória em diferentes campos produziu petróleo bastante similar, alimentando uma excitante nova teoria: de que a bacia pode ser um contínuo mega-depósito de petróleo.”

O jornal afirma, no entanto, que apesar do otimismo, observadores dizem que há boas razões para ceticismo.

“A exploração e a extração de petróleo em águas super-profundas são uma empreitada cara e arriscada. O sal que fica sobre os potenciais campos soma desafios técnicos porque muda de lugar e é propenso a mudanças bruscas de pressão. E apesar dos avanços na tecnologia de imagens geológicas, é impossível saber a quantidade e a qualidade do petróleo escondido em um depósito até que ele comece a jorrar – um processo que leva anos.”

Mas, segundo o WSJ, os investidores não estão esperando para apostar neste potencial.

“A fatia da Petrobras negociada publicamente aumentou tanto este ano que o valor de mercado da companhia ultrapassou o de empresas de nomes conhecidos, como a General Electric e a Microsoft”, afirma o jornal.

Segundo a reportagem, só com as reservas já encontradas o Brasil, provavelmente, chegaria ao topo dos exportadores latino-americanos.

“Para um país que começa a abandonar seu passado como país em desenvolvimento volátil, tanta bonança pode ser bom ou ruim. O dinheiro do petróleo vai encher os cofres do governo, mas também pode deixar o Brasil tentado a adotar hábitos esbanjadores de outros grandes exportadores de petróleo”, conclui o WSJ.

Comentário meu:

Vocês repararam que o nosso país é o centro de todas as atenções a nível mundial?

Quando se folheia na internet os noticiários mundiais lê-se em inúmeras mídias “n” notícias e comentários sobre o Brasi, uma ora, é o desmatamento da Amazônia que a ONU já crê ser internacional, outra hora é novas descobertas no campo petrolífero como esta que vemos agora, e outra hora são as questões dos alimentos, enfim sempre somos notícia agora.

Há dez anos atrás os cidadãos de outros países, notadamente os países mais ricos, não sabiam nem que o Brasil ficava na América do Sul, muitos imaginavam que era uma país africano, sem desmerecer os países daquele continente, mas somente a guisa de comentários, e hora, de repente somos a bola da vez.

Todo mundo já sabia desde após a segunda guerra mundial que “um dia” seríamos inevitavelmente a grande Nação do Sul, com certeza a maior de todas, maior inclusive que a América do Norte.

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Publicado em: on 23 Maio, 08 at 6:14 pm Deixe um comentário
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A QUESTÃO DO CRAQUEAMENTO DO PETRÓLEO E OS BIO-COMBUSTÍVEIS

Estamos sempre vendo anunciar na TV pelo governo Lula um esforço muito grande para abrir mercados de exportação de etanol à base de cana à Europa principalmente.

Entretanto, há que se esclarecer um aspecto técnico muito importante que limita bastante esta intenção brasileira.

Primeiro ponto que os governos europeus vão ter que resolver: como vai se utilizar álcool como combustível motor a despeito da produção de gasolina que é abundante no mundo?

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