MEU NOME É CRISE por Frei Betto

Adital – Há tempos não se falava tanto de mim como agora. Tudo por causa de uma crise no sistema financeiro. A África anda, também há tempos, em crise crônica – de democracia, de alimentos, de recursos; quem fala disso?

Existe ameaça de crise do petróleo; governantes e empresários parecem em pânico frente à possibilidade de não poder alimentar 800 milhões de veículos automotores que rodam sobre a face da Terra.

No último ano, devido ao aumento do preço dos alimentos, o número de famintos crônicos subiu de 840 milhões para 950 milhões, segundo a FAO; mas quem se preocupa em alimentar miseráveis?

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Publicado em:  on 6 Janeiro, 09 at 12:25 am Comentários (3)
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A Ceia Mágica – Frei Betto – um conto de Natal

Estou publicando uma série de textos atuais de duas pessoas que admiro, Leonardo Boff e Frei Betto, certamente pensadores bastante esclarecidos e acho que é isto que a Humanidade mais necessita neste momento: pessoas esclarecidas e de mentes abertas e modernas para novos conceitos de vida. Espero que apreciem este compartilhamento. Não faço comentários, os quais deixo para vocês.

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A Ceia Mágica

“A Missa do Galo se encerrou aos primeiros minutos de 25 de dezembro. Padre Afonso se deixara contaminar pela aflição dos fiéis, ansiosos por retornarem às suas casas e desfrutarem a ceia antes de as crianças murcharem de sono.

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Frei Betto – Mandamentos do Consumismo

Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no
Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali na
pobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha,
feijão, frutas e hortaliças. “Quem trouxe a fome foi a geladeira”,
disse.

O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo:
refrigerantes, sorvetes etc. A economia de mercado, centrada no
lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de
símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua
utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é
inelutavelmente insaciável.

É próprio do humano – e nisso também nos diferenciamos dos animais
- manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo,
criatividade, e a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é
missa, no sentido litúrgico.

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Publicado em:  on 23 Novembro, 08 at 7:00 pm Deixe um comentário
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