O tempo da América como superpotência está a chegar ao fim. A crise financeira foi a última gota. Seja qual for a boa fé que tenha restado após a invasão do Iraque, o desprezo par com tratados internacionais e o desavergonhado desprezo pelos direitos humanos, está agora acabado. Os Estados Unidos poluíram o sistema econômico global com papéis sem valor: títulos apoiados por hipotecas. E, ao assim fazê-lo, empurraram seis bilhões de pessoas para uma longa e penosa recessão. Isso é algo que não se pode esquecer facilmente.
De que forma a crise econômica está a afetar os trabalhadores?
Na economia assim como na física a corda sempre arrebenta no lado mais fraco. E isto não poderia ser diferente neste momento. Enquanto a crise ganha força desde meados de 2007 e vai caminhando para atingir algum ponto futuro de ápice, que ninguém é capaz de prever se este ponto é neste ano, ou dentro de três, quatro anos, estamos assistindo novamente o mesmo filme já acontecido em várias oportunidades na economia de séculos para cá.
Só temos ouvido notícias de demissões em massa pelo mundo afora. E já não sabemos com certeza, dado a dinâmica das ocorrências, em qual nível médio de taxa de desemprego atingimos neste inicio de 2009. Fala-se em 7% a 8% a nível mundial, mas certos organismos independentes de pesquisas econômicas supõem uma taxa bem mais alta.
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O que será que podemos desejar neste ano de 2009? Será muito diferente do que poderá realmente acontecer? – parte 1
Nem precisa ser vidente, bidu, mágico ou cartomante para intuitivamente percebermos que este ano não será muito diferente do ano passado, talvez pior em termos humanos e sofrimentos e angustias para milhões e bilhões.
Todos os acontecimentos seguem um curso pré-fixado pelo próprio homem, pelo menos nos aspectos macros dos acontecimentos que movem a história da civilização.
De certa forma o determinismo de Laplace se faz presente também, embora que apenas em parte, pois, conforme a maioria dos pensadores modernos, há eventos da natureza incognoscíveis ao conhecimento humano e outros absolutamente desconhecidos da nossa inteligência cientificamente possíveis de serem previstos, como ensina a física quântica ao refutar Laplace com os estudos dos átomos.
2009, um ano que promete muitas mudanças a nível pessoal impulsionados por fortes mudanças exteriores e demandará que cada um dê o seu melhor de si para outrem e assim tornará melhor a sua própria vida!
O ano passado de 2008 transcorreu quase exatamente os roteiros que foram pré-anunciados de acordo com o que ocorreu no segundo semestre de 2007, em seus aspectos macros.
A crise econômica que dera o seu ar da graça nos EUA em 2007, apenas cumpriu o que se previra, dando a sua forte emoção com a deflação dos ativos no segundo semestres de 2008. Nada que não se tenha de certa forma prevista pelos economistas ainda no início do milênio.
Aliás, a crise exterior em si, apenas reflete a crise interior em que vive os homens da sociedade, nada mais. E, francamente, nunca o homem viu se questionando tanto o seu modo de vida, nunca o homem dito moderno passou por tantas provações e tantos desafios em sua vida. Comparados ao tempo atual, a vida no inicio do século era um doce, um mar de tranqüilidade, a vida dos anos cinqüenta era um show de prosperidade e sonhos.
Quem diria, G5 pede o apoio dos países em desenvolvimento do G20 em reunião sobre a crise financeira que se alastra para se tornar uma depressão econômica
É muito inovadora esta posição dos países mais ricos economicamente, afinal eles criaram a crise, fomentaram a crise, fizeram guerras, econômicas e militares, criaram este mecanismo de super-expansão do crédito sem controle, criaram barreiras durante décadas para dificultarem o desenvolvimento dos mais países mais pobres e dos emergentes e sempre pouca importância deram as outras opiniões. Vide Doha, onde jamais vence a maioria, mas vale apenas o voto dos mais ricos.
Mesmo observando o lado bom desta reunião de sábado do G20, a qual como veremos a seguir traz alguns pontos que somente poderemos analisar depois de efetivamente estabelecerem regras para as mesmas, sempre devemos ter cautela em quais interesses estão estabelecendo para o futuro e não apenas momentâneos.
Os emergentes do G20 possuem pouca participação no mercado financeiro internacional pois os seus sistemas bancários não estão interligados ao DTC e ao Euroclear. Somos todos apenas tomadores, e não criadores dos créditos.
E é justamente esta a crítica dos emergentes, “não criamos esta crise, mas agora temos de participar dela”. Diante das necessidades, até a Rodada de Doha renasceu. Será?
Hey U.S., welcome to the Third World! Olá America, bem-vindo ao Terceiro Mundo!
Encontrei esta carta “debochada no bom sentido” escrita pela colunista Rosa Brooks do L.A.Times, e não pude deixar de anotá-la. Pareceu-me um jeito brasileiro de ver as suas próprias infelicidades. E acho realmente que tem muito a haver com o que está acontecendo sob os nossos olhos, mas não penso que estamos atônitos, e nem tristes, ou preocupados, afinal já passamos por isto várias vezes aqui no Brasil (e sozinhos), e de fato, aqui estamos cheios de favelas e desempregos, algo típico de países pobres e com fortes desequilíbrios econômico-sociais, mas mesmo assim continuamos a esperançar dias melhores, mesmo com duvidosas administrações nos últimos cinqüenta anos de desgovernos.
Neste momento, ironicamente o Brasil tem mais esperanças de ser grande um dia do que os EUA em se manter grande por mais algumas décadas.