A crise na era senil do capitalismo

por Jorge Beinstein

Incerteza 

Incerteza é a palavra que melhor define o clima psicológico atual. Todos os precedentes capitalistas desta crise demonstraram-se imprestáveis na hora de entender o que está a acontecer. A imagem da “terra incógnita”, da entrada num território desconhecido vai-se impondo entre as elites das grandes potências. Num artigo recente aparecido em The Independent, Jeremy Walker resume bastante bem esta nova percepção: “Encontramo-nos num mar desconhecido, ninguém sabe para onde vamos. A única coisa que sabemos é que a tormenta econômica prossegue a sua marcha”. 

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Na Islândia, país que faliu literalmente, as coisas estão tão ruins que pode eclodir ali a primeira convulsão popular gravíssima no mundo contra o governo local por causa da crise econômica mundial

Vamos prestar atenção ao agravamento da crise econômica que se alastra na economia islandesa, pois lamentavelmente os relatos que vem de lá são péssimos e a questão está gerando muita revolta na população, a ponto de se falarem novamente em enforcamentos.

O Povo quando se une em conflitos sociais, como já vimos antes na história, age de forma irracional e comete “loucuras” e isto pode ser mesmo muito grave.

O momento atual é de máxima atenção e a busca não somente de soluções, mas formas para apaziguar as populações trabalhadoras que estão sendo seriamente afetadas, os próprios governos deveriam buscar processar os autores e dirigentes que causaram ou participaram desta “super-ficção” do crédito abundante que ora se despedaça.

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O que será que podemos desejar neste ano de 2009? Será muito diferente do que poderá realmente acontecer? – parte 2

Existe uma força que poderia fazer as vezes de caos mental no sentido de que esta força, devidamente somada coletivamente, pode mesmo interferir nos resultados de sistemas deterministas e mudar os resultados previsíveis no transcurso de ocorrências na história.

Esta é de fato uma teoria bastante inverossímil para os racionalistas de plantão (nada comparável com Platão que era um gênio abstracionista para muitos), entretanto, não deve ser descartada ainda, mesmo que não crível à luz do conhecimento humano atual. Como ensina a teosofia, não sabemos nada, nada mesmo, do universo e de nós mesmos, mas estamos o tempo todo tateando para aprender, com certeza.

A negação em si só serve de alguma quando inteligentemente e racionalmente buscamos conhecer o seu lado oposto de maneira mais profunda para enfim concluirmos temporariamente por alguma coisa.
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