BRIC quer levar ao G-20 alternativas ao dólar e o modelo adotado por Brasil e Argentina é uma opção a ser analisada

Os presidentes de bancos centrais e os ministros da Economia de Brasil, Rússia, Índia e China – os países do Bric – vão estudar propostas para a substituição do dólar como moeda de referência para transações comerciais internacionais. De acordo com o Presidente Lula, modelo usado entre Brasil e Argentina pode ser início, mas concorda que debates podem levar anos.

Conforme o Presidente Lula, as autoridades monetárias e os ministros da área econômica dos países-membros do grupo se encontrarão antes de setembro – quando acontecerá a segunda reunião do ano do G-20, em Pittsburgh, nos Estados Unidos. “O Guido (Mantega, ministro da Fazenda) e o (presidente do BC, Henrique) Meirelles já estão autorizados a conversar com o presidente do BC da China, com o ministro da Economia da China, com o BC da Rússia, com o ministro da Rússia, para ver se há entendimento suficiente para começarmos a fazer experiências das trocas nas moedas de cada país, sem precisar comprar dólar para fazer nosso fluxo comercial”.

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“Liquidar os bancos e despedir os executivos!”

por Mike Whitney
Em abril um painel do Congresso encabeçado pela ex-professora de direito de Harvard Elizabeth Warren divulgou um relatório sobre a manipulação do Programa de alívio de ativos perturbados (Troubled Assets Relief Program, TARP) feita pelo secretário do Tesouro Timothy Geithner. Warren foi nomeada em Novembro pelo líder da maioria do Senado, Harry Reid, para liderar os cinco membros do Painel de Supervisão do Congresso (COP). Desde o parágrafo inicial, o relatório Warren torna claro que o Congresso está frustrado com o chamado “Plano de resgate financeiro” de Geithner e não tem a mais pálida idéia do que ele está a tentar fazer. Aqui estão as primeira linhas da “Avaliação da estratégia do Tesouro: Seis meses de TARP”:
“Com este relatório, o Painel de Supervisão do Congresso examina a estratégia atual do Tesouro e avalia o progresso alcançado até então. Este relatório volta a investigação do Painel para uma questão central levantada no primeiro relatório: O que é a estratégia do Tesouro?”

É assombroso que o secretário do Tesouro já não tenha sido despedido.
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Pico petrolífero e pico do capitalismo

por Rick Wolff

O conceito de pico petrolífero pode ter uma aplicação mais generalizada do que os seus amigos e inimigos concebem. Quando caímos no segundo maior crash do capitalismo americano em 75 anos de história (com cerca de uma dúzia de “ciclos de baixa nos negócios” no intervalo entre os crashes), alguns sinais sugerem que estamos também no pico do capitalismo. O capitalismo privado (quando ativos produtivos são de propriedade de indivíduos e grupos privados e quando os mercados ao invés do planejamento estatal dominam a distribuição de recursos e produtos) demonstrou reiteradamente uma tendência para explodir na superprodução e/ou inflação de bolhas de ativos que arrebentam com horríveis consequências sociais. Reformas infindáveis, reestruturações e regulamentações foram todas justificadas com o argumento não só de livrar-nos de uma crise como também de prevenir finalmente futuras crises (como Obama repetiu). Todas elas fracassaram em seus propósitos.

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Bancos centrais sucumbem novamente aos atrativos das barras de ouro

Javier Blas e Patti Waldmeir
Financial Times – 07-05-2009

“Hoje (07/05) faz dez anos que o Tesouro do Reino Unido fez com que os preços do ouro despencassem ao anunciar que venderia uma parcela das suas reservas do metal.

Em uma questão de semanas, os preços caíram para US$ 250 a onça, o valor mais baixo em 22 anos, e, no decorrer de 1999, bancos centrais diversos, desde á Austrália até a Suíça e a Holanda anunciaram planos para vender uma grande parcela das suas reservas de ouro.
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A grande tomada de poder – Um golpe mundial, por Matt Taibbi

Neste artigo que se segue finalmente leio algo consciente sobre o que de fato está ocorrendo por de trás das linhas de poder.

Governos e mídia, que é quase sempre cega e convenientemente manipulada, comovem o mundo sobre o que fazer para salvar a crise mundial e com objetivos absolutamente obscuros realizam fantásticas transferências financeiras que visam exclusivamente a manutenção do Poder dos Impérios Familiares.

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A crise na era senil do capitalismo

por Jorge Beinstein

Incerteza 

Incerteza é a palavra que melhor define o clima psicológico atual. Todos os precedentes capitalistas desta crise demonstraram-se imprestáveis na hora de entender o que está a acontecer. A imagem da “terra incógnita”, da entrada num território desconhecido vai-se impondo entre as elites das grandes potências. Num artigo recente aparecido em The Independent, Jeremy Walker resume bastante bem esta nova percepção: “Encontramo-nos num mar desconhecido, ninguém sabe para onde vamos. A única coisa que sabemos é que a tormenta econômica prossegue a sua marcha”. 

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Obama: É chegada a era do Estado grande – EUA Socialista ou surge o New Capitalismo?

USA TODAY
Chuck Raasch
Em Washington

No meio da sua presidência, Bill Clinton pronunciou audaciosamente o fim da era do Estado grande. Muitos norte-americanos não acreditaram nele, e os eventos da última década corroboraram suas dúvidas.

O governo federal está maior, mais caro e mais envolvido do que nunca na vida dos americanos. Sob o governo republicano anterior, houve um enorme plano de resgate econômico, gastos com guerra e mais poderes de vigilância. O crescimento sem precedentes, contudo, ocorreu nos últimos quatro meses, com gastos de mais de US$ 1 trilhão em cortes de impostos e dívidas para resgatar bancos, fabricantes de automóveis e proprietários de casas com hipotecas atrasadas.
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A crise financeira global tem uma causa social: os baixos salários mundiais

por Emiliano Brancaccio [*]
entrevistado por Waldemar Bolze

O sr. sustenta que a crise financeira não é um fenómeno puramente técnico, mas tem uma causa social. Por que?

O ponto de partida é a fraqueza do movimento trabalhista, a qual tornou possível um mundo de salários baixos. Contudo, este mutuo é estruturalmente instável, o que estamos agora principiando a experimentar. Hoje todos os países tentam manter o nível de salário baixo, diminuindo, portanto a procura interna, e têm de encontrar mercados externos para os seus próprios produtos.

Este mecanismo funcionou durante os últimos dez anos porque os Estados Unidos funcionaram como um “aspirador” para os produtos excedentes de outros países. E não porque os salários dos trabalhadores fossem demasiado altos e sim porque foi acumulada uma enorme dívida privada nos EUA. O sistema levou a trabalhadores a pagarem suas dívidas hipotecárias com novos empréstimos e a pagarem os juros dos empréstimos com novos cartões de crédito.
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Publicado em:  on 12 Fevereiro, 09 at 11:23 am Deixe um comentário
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De que forma a crise econômica está a afetar os trabalhadores?

Na economia assim como na física a corda sempre arrebenta no lado mais fraco. E isto não poderia ser diferente neste momento. Enquanto a crise ganha força desde meados de 2007 e vai caminhando para atingir algum ponto futuro de ápice, que ninguém é capaz de prever se este ponto é neste ano, ou dentro de três, quatro anos, estamos assistindo novamente o mesmo filme já acontecido em várias oportunidades na economia de séculos para cá.

Só temos ouvido notícias de demissões em massa pelo mundo afora. E já não sabemos com certeza, dado a dinâmica das ocorrências, em qual nível médio de taxa de desemprego atingimos neste inicio de 2009. Fala-se em 7% a 8% a nível mundial, mas certos organismos independentes de pesquisas econômicas supõem uma taxa bem mais alta.
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Quase um bilhão de pessoas passam fome no mundo, diz FAO – 09-12-2008

Esta notícia divulgada pelo portal O Estado apenas confirma mais uma vez que a economia mundial realmente trilha caminhos falsos estruturalmente, visto que ao invés de ao longo dos cinqüenta últimos anos diminuir as diferenças econômicas e sócias, elas ano após ano vem se agravando.

A despeito do avanço das ciências que foi mesmo incrível nas ultimas décadas com a ajuda também da evolução dos PCs, da globalização, do aumento da consciência planetária, da evolução das pesquisas sobre o meio-ambiente, da luta das ONGs pelo fim da caça de animais em extinção e tudo o mais, vimos paralelamente crescer as desigualdades sociais no mundo todo, inclusive nos países ricos, onde os salários dos trabalhadores da base industrial diminuíram forçados pela concorrência mundial.

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