Rumo a uma divisa global? Rumo à integração do Dólar e do Euro? Algo acontece nos bastidores…

por Michel Chossudovsky

Objetivando restaurar a estabilidade financeira, líderes mundiais apelaram ao Grupo de 20 países (G20) para que promovessem uma nova divisa global com base no Direitos Especiais de Saque (DES) do FMI.

Os líderes apresentaram a iniciativa da divisa global como um processo de construção de consenso, no qual os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) participariam no relançamento do sistema monetário internacional.

A Rússia e a China avançaram “propostas”, as quais têm sido apresentadas como possíveis alternativas ao dólar. A China propôs a formação de uma nova divisa global baseada na reforma do sistema DES:

“É um plano factível reformar o actual DES e torná-lo uma divisa real de liquidação, uma ”cesta de divisas” aceita mundialmente que substituiria o dólar no cerne do sistema monetário”, (Li Ruogu, presidente do Export-Import Bank of China, Reuters, 06/Julho/2009).

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Após o Pico Petrolífero teremos a queda da produção e a escassez crescente – revendo os limites do crescimento devido aos limites dos recursos naturais

- Na década de 1970 o aumento da população mundial e os recursos finitos disponíveis para suportá-la eram tópicos correntes. Depois o interesse desvaneceu-se — mas já é tempo de voltar ao assunto, estamos perto dos limites.

por Charles A. S. Hall e John W. Day, Jr. *

Nas últimas décadas tem havido grande discussão nas academias e nos media acerca dos impactos ambientais da atividade humana, especialmente aqueles relacionados com as alterações climáticas e a biodiversidade, mas muito menos atenção tem sido prestada à diminuição dos recursos básicos para os seres humanos.

Apesar da nossa falta de atenção, o esgotamento de recursos e o crescimento da população têm continuado de modo implacável.

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Estados Unidos: uma crise de ordem estrutural

por José C. Valenzuela Feijóo

I – Uma crise cíclica e do padrão de acumulação

II – O padrão neoliberal, traços básicos. O problema de realização que emerge

III – Breve parêntesis: o modelo de Tugan e o seu contraste com o neoliberal

IV – Como o neoliberalismo aborda o problema da realização

V – Observação final

I – Uma crise cíclica e do padrão de acumulação

A grande crise que se vem desdobrando desde 2008 certamente cobrirá todo o ano de 2008 e, muito provavelmente, também todo o de 2010. A sua profundidade e extensão começam já a recordar, ominosamente, a grande crise de 29-33. Quanto às formas geométricas que por vezes se usam para descrever a curva cíclica, já ninguém pensa num vê maiúsculo (V), uma leve maioria espera uma vogal como a última do alfabeto (U) bem suavizada e uma parte crescente começa a temer um possível ele (L). E além de profunda e longa, trata-se de uma crise que afeta o mundo inteiro; ou seja, é também uma crise globalmente sincronizada.

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A crise na era senil do capitalismo

por Jorge Beinstein

Incerteza 

Incerteza é a palavra que melhor define o clima psicológico atual. Todos os precedentes capitalistas desta crise demonstraram-se imprestáveis na hora de entender o que está a acontecer. A imagem da “terra incógnita”, da entrada num território desconhecido vai-se impondo entre as elites das grandes potências. Num artigo recente aparecido em The Independent, Jeremy Walker resume bastante bem esta nova percepção: “Encontramo-nos num mar desconhecido, ninguém sabe para onde vamos. A única coisa que sabemos é que a tormenta econômica prossegue a sua marcha”. 

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Conflitos sociais a vista: Ira popular aumenta à medida que a crise global piora

Der Spiegel
Thomas Hüetlin, Andreas Lorenz, Christian Neef, Matthias Schepp e Stefan Simons

À medida que a crise global se agrava, pessoas em todo o mundo ficam mais exaltadas. Sindicatos franceses e britânicos estão organizando greves, Putin coloca tropas nas ruas e Pequim procura acalmar a população.

No gabinete do presidente francês Nicolas Sarkozy, falou-se de uma “Quinta-Feira Negra”, e, sob o ponto de vista de Sarkozy, o dia 29 de janeiro de 2009 tornou-se exatamente isso. Escolas foram fechadas, assim como ferrovias, bancos e bolsas de valores. Cinemas, estações de rádio e até mesmo teleféricos transporte de esquiadores para o topo das montanhas foram paralisados temporariamente. Contêineres de lixo foram mais uma vez incendiados em Paris, e uma multidão reuniu-se na famosa Place de l’Opéra para cantar a “Internacional”, o hino da revolução.

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Sementes da destruição

Financial Time
Martin Wolf
Texto da série “O Futuro do Capitalismo” do FT

Suposições que prevalecem desde a adoção do mercado nos anos 80 agora estão em pedaços. O papel do governo está novamente crescendo e a era das finanças irrestritas acabou. Mas a atual crise poderá ter consequências que vão muito além, como escreve Martin Wolf neste artigo inicial.

Outro deus ideológico sucumbiu. As suposições que regeram a política e as políticas ao longo de três décadas repentinamente parecem tão datadas quanto o socialismo revolucionário.

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O plano econômico para salvar o “Inferno” humano

Neste excelente artigo do Professor Michael Hudson podemos analisar o quanto todos estes planos “miraculosos” de salvamento da economia podem realmente não dar em nada mesmo, porque aqueles que de fato sustentam a existência de uma economia, os trabalhadores, estão sendo e continuarão a serem expurgados.

A questão é estrutural e demonstra que a falácia do livre-mercado que resolve tudo é mera utopia e inteligentemente utilizada por aqueles que se desejam perpetuar no “poder econômico” e bem longe da mídia para não serem descobertos os seus intuitos.

Todos que disseram isto há alguns anos atrás eram taxados de “loucos” e “ignorantes” por todos da mídia, dos governos, das Universidades, pelos gurus da economia, mas hoje, muitos dos que criticaram começam a raciocinar a respeito, o que é um avanço.

Não se trata de acabarmos com o Capitalismo, mas de evoluirmos com ele para uma nova estrutura onde não impere a “sordidez” como princípio de vida.

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Na Islândia, país que faliu literalmente, as coisas estão tão ruins que pode eclodir ali a primeira convulsão popular gravíssima no mundo contra o governo local por causa da crise econômica mundial

Vamos prestar atenção ao agravamento da crise econômica que se alastra na economia islandesa, pois lamentavelmente os relatos que vem de lá são péssimos e a questão está gerando muita revolta na população, a ponto de se falarem novamente em enforcamentos.

O Povo quando se une em conflitos sociais, como já vimos antes na história, age de forma irracional e comete “loucuras” e isto pode ser mesmo muito grave.

O momento atual é de máxima atenção e a busca não somente de soluções, mas formas para apaziguar as populações trabalhadoras que estão sendo seriamente afetadas, os próprios governos deveriam buscar processar os autores e dirigentes que causaram ou participaram desta “super-ficção” do crédito abundante que ora se despedaça.

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