O que será que podemos desejar neste ano de 2009? Será muito diferente do que poderá realmente acontecer? – parte 1

Nem precisa ser vidente, bidu, mágico ou cartomante para intuitivamente percebermos que este ano não será muito diferente do ano passado, talvez pior em termos humanos e sofrimentos e angustias para milhões e bilhões.

Todos os acontecimentos seguem um curso pré-fixado pelo próprio homem, pelo menos nos aspectos macros dos acontecimentos que movem a história da civilização.

De certa forma o determinismo de Laplace se faz presente também, embora que apenas em parte, pois, conforme a maioria dos pensadores modernos, há eventos da natureza incognoscíveis ao conhecimento humano e outros absolutamente desconhecidos da nossa inteligência cientificamente possíveis de serem previstos, como ensina a física quântica ao refutar Laplace com os estudos dos átomos.

Creio que em parte podemos mesmo prever com certo grau elevado de acerto ocorrências mais próximo no tempo, mas jamais podemos prever com 100% de certeza o que pode ocorrer no futuro da civilização, pois mesmo considerando que a natureza sempre segue o seu curso, e mesmo que desconhecido em objetivos, temos sempre que considerar a existência do “caos” representado pelo próprio homem e não o universo.

O homem é o próprio caos do sistema, por isso os padrões não podem ser estabelecidos com certeza absoluta, e estando num universo criados a centilhões de anos, o que poderia o homem observar e concluir em apenas algumas centenas de anos, ou um único pesquisador em uma única vida de oitenta anos de trabalho?

Mas justamente o que o faz evoluir é sua tenacidade de sua vontade de concluir algo, mesmo que de forma precária, e a partir de seus atos experimentais passa a observar e analisar os resultados para que sejam melhorados num segundo momento. Assim é a evolução do homem em qualquer campo, seja ciência ou algo mais abstrato como filosofias e religiões. Cada vez mais a própria ciência conclui pela existência de um observador para toda a criação, embora que invisível e improvável pelo métodos conhecidos.

Em diversos experimentos realizados em aceleradores de partículas pelo mundo afora se comprova que até mesmo o comportamento dos átomos ganham uma certa alteração a partir da existência do observador. É verdade, ainda nenhuma conclusão cientifica pode se tirar dos resultados destes experimentos, entretanto, hoje sabe-se que “existe um caos”, assim considerado o que foge aos padrões deterministas do demônio de Laplace.

Gosto muito de divagar sobre estas questões levantadas por Capra por exemplo ou Hawks em recentes publicações, e espero voltar a divagar a respeito em outra oportunidade. Nesta vamos pensar sobre o que poderá ser de 2009, ano numero 11 ou dois para os adeptos de numerologia, muitas mudanças e acontecimentos mais radicais.

Todavia prefiro neste texto me abstrair do que “eventualmente” está “determinado” pelos profetas e pensadores do passado e presente. Não que possam estar “errados”, mas apenas, me ater a acontecimentos que são factíveis de acontecer de natureza macro, posto que serão acontecimentos que advirão do que já andamos fazendo no passado mais recente, e não teria nada que possa ser considerado uma abstração para os céticos de plantão.

Há muitos exageros de parte a parte, mas sem crítica gostaria de enfocar apenas alguns itens que me parecem próximos e factíveis probabilisticamente diante de sistemas e padrões que igualmente já foram possíveis de analisar no passado e não apenas no intuitivo. Se bem que a intuição, um aspecto importante até para os pesquisadores, jamais deve ser abandonada pois faz parte do sistema de novas descobertas, embora não possa ser dimensionada ou determinada.

Aspectos macro-econômicos em 2009

Pelo menos por enquanto o homem na civilização é e será guiado pelos fatores econômicos. Não sei se isto vai mudar no futuro, talvez sim, mas seria num futuro muito distante da realidade atual.

Os próprios valores humanos se confundem hoje com os valores econômicos, a ponto de decisões causadas por fatores econômicos ultrapassarem as barreiras de valores humanos, e parecerem mesmo corretas. Mas será que os humanos do futuro, ao examinarem o nosso presente e nossos comportamentos ditos civilizados verão isto de outra forma ou da mesma forma?

É improvável, visto que os valores humanos neste renascimento do “iluminismo” do século XXI, até pela evolução das consciências tende a impor barreiras ao comportamento exacerbado dos tempos atuais.

Tudo que o homem faz, seja positivo ou negativo neste momento, contribui para a evolução desta consciência humana ou como prefiro chamar de cósmica. Posto que embora lentamente aos nossos desejos, ou melhor, ao desejo daqueles que ascendem para novos valores humanos, a humanidade evolui para impor de forma natural barreiras sobre si próprios dentro das civilizações.

As questões econômicas estão a tender a aflorar ou externar as profundas incongruências de uma estrutura deficiente e falha produzidas principalmente a partir da 2a. guerra mundial, onde os valores humanos foram desprezados para serem impostos os valores do mundo “selvagem” do capitalismo. Não que o capitalismo não deva existir como sistema, mas que não controlado como aconteceu, distorceu os valores humanos a ponto dos salários terem caído ano a no no mundo todo a favor de uma super produção barata com base principalmente em mão de obra barata, insumos baratos, impostos baixos e super exploração das desigualdades sendo utilizada a favor dos lucros.

Já me referi bastante a esse respeito no tópico Desafios da Humanidade e por isso não acho que devemos repetir os pontos.

Historicamente a própria recuperação e reconstrução da Europa, incluindo a Alemanha e o Japão após a segunda guerra mundial foi feita a base de um crescimento baseado em crédito em grande escala. O que será que foi o plano Marshall senão o lançamento de papéis para captação de volumes e mais volumes de créditos? Algo que vem explodindo já há algumas décadas e não de hoje. A criação de pirâmides econômicas é algo antigo, apenas que hoje aplicam-se outros mecanismos eletrônicos como bolsas e sub-primes que dão a ela maior velocidade e magnitude.

O comportamento das bolsas se analisadas desde 1910 mostra claramente que a qualquer momento poderá haver o ponto de ruptura para a grande deflação que se segue após estas décadas recentes de estagflação. Qual a probabilidade disto realmente ocorrer? Eu diria grande, e os gráficos demonstram que estamos próximos de repetir movimentos cíclicos.

A ultima grande crise de 1929 atingiu a 25% na taxa de desemprego e durou pelo menos dez anos, e somente foi interrompida pela guerra mundial, a qual, desejamos que não se repita, mas neste caso, seria possível afirmarmos que o demônio de Laplace não se faria presente novamente?

Hoje as sociedades são movidas apenas pelo dinheiro, as pesquisas, as evoluções, os novos comportamentos, quase tudo mesmo só existe por um fator econômico envolvido como fonte ou mesmo objetivo a ser alcançado.

O petróleo cair o preço de 150 dólares a 50 dólares em poucos meses é mesmo bom por um lado, pois petróleo barato significa insumos mais baratos, mas muito ruim por outro; significa que as expectativas de consumo neste ano são realmente mais baixas e que os consumidores e as indústrias planejam uma queda nos investimentos e esperam mesmo números e índices menores para muito breve.

Este mercado de petróleo é o maior do mundo, e ele tendo queda desta ordem prenuncia tempos de redução do tamanho do próprio mercado que apenas é um reflexo da queda estimada de consumo e conseqüente produção. Em outras palavras é um sinal que tempos duros aos trabalhadores e empregados de uma forma geral está se aproximando firmemente.

Vejam que para um super-crise se instalar não é preciso muito, basta a atual taxa média de desemprego mundial saltar para perto dos 15% e já será suficiente para enormes problemas para os países.

Para as empresas cortarem os investimentos basta apenas uma decisão de segundos, mas para retomá-los levam-se anos e anos, o que significa que parte grande dos atuais desempregados a nível mundial, principalmente nos EUA, terá muita dificuldade de recolocação no mercado.

Numa economia globalizada isto ocorre de forma sucessiva, o que afeta um certamente afetará outros na sequencia, em menor ou maior grau, dependendo da vulnerabilidade de cada país.

Há muitas bolhas de consumo que foram proporcionadas pelo crescimento do crédito e não pelo crescimento da renda de consumo familiar. Durante décadas trabalhou-se arduamente na economia para reduzir os custos, principalmente mão de obra, para em seguida compensar os trabalhadores com crédito, muito crédito à vontade. Isto durante décadas acabou por gerar um falso consumo e crescimento econômico que não reflete o crescimento econômico das massas trabalhadoras, as quais restaram apenas como números estatísticos apaziguados com muito crédito. É a tal chuva de cartões.

Já tem décadas que um homem pode realmente sobreviver e viver bem sem produzir uma carta sequer, um palito de dente sequer, apenas aplicando nas bolsas e em papéis.  O que é um contra senso dentro da economia onde todos deveriam “trabalhar” de fato e produzir algo de importante e útil. A exploração humana no sistema é mais um ponto de corrupção. A sociedade está cheia de corrupções, a maioria admitida como “legal” e ética pela ótica social. Mas toda corrupção é corrupção sob a ótica filosófica e teosófica e não é relevada porque a sociedade assim admite como legal juricamente.

Qualquer tipo de exploração humana, direta ou indireta, é julgo sobre os demais, portanto é uma corrupção humana também. Não sei se um dia vamos admitir isto, mas isto não muda o conceito cósmico humano.

Todos os ganhos de bolsa e papeis são oriundos dos pagamentos de juros efetuados pelos trabalhadores que se socorrem em créditos para obter um certo conforto em suas vidas. Isto sempre pareceu correto e justo. Até agora, posto que isto começa a ser questionado nas economias. Até que ponto sob os valores humanos que renascem com nova roupagem neste século isto poderá ser considerado eticamente correto?

Em um século de exploração dos trabalhadores mais pobres se somaram no mundo segundo a ONU, e este numero de miseráveis que vivem a margem da economia moderna chega a um bilhão de seres humanos hoje. Eu sei, eu sei, que o mundo moderno e esta cultura do mais forte impulsionada por valores darwinistas roubados e conspurcados por interesses, não se importa com os que morrem à toa, mas apenas com os que sobrevivem as custas de outros.
Uma notável troca de valores que hora ameaça mudar nas mentes mais jovens deste Planeta, ainda bem, creio eu, posto nesta caminhada e sem mudança, não sabemos “determinar” para onde o homem estaria indo no futuro.

- continua –

Atama Moriya em 15-01-2009

2009, um ano que promete muitas mudanças

O que podemos esperar de 2009 – parte 2

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Um Comentário Leave a comment.

  1. Olá!!!

    Essas sementes do amanhã só serão possíveis por que são cultivadas com amor e perseverança pelos Anjos do Pai…!!!rs…rs…

    Aguardamos os próximos capítulos…

    Bjs

    Adri


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