Aumenta o numero de miseráveis no terceiro mundo!

Em trabalho recentemente divulgado em Genebra o Banco Mundial afirma que existe 1,4 bilhão de pessoas que vive com menos de US$ 1,25 por dia (cerca de R$ 2,05) fato que já era conhecido através de trabalhos e pesquisas realizadas durante o século XX, mas que todos esperavam uma sensível redução em vista dos avanços sociais que teoricamente diminuiriam a pobreza no mundo.

Excluindo a China onde houve progresso social e econômico, nos demais países a pobreza aumentou, principalmente nos países em desenvolvimento ou abaixo desta linha, o chamado quarto mundo cujos povos inexistem para os demais países como forma econômica e social a ser considerada. De fato, sob qualquer ponto de vista evolutivo é inaceitável a existência de seres humanos nestas condições de miserabilidade.

É obrigação divina e dever como irmãos proporcionarmos condições evolutivas adequadas para todo e qualquer ser humano na face da Terra e o não cumprimento deste esforço seja individualmente ou coletivamente será duramente cobrado, e é crime contra a evolução, e será compensada duramente, pois é esta a lei que move o universo: “olho por olho, dente por dente” e mil vezes mais lágrimas serão derramadas por cada lágrima que todos estamos a provocar em nossos irmãos em condições de vida desavantajada.

Segundo o novo cálculo do Banco Mundial o número de miseráveis cresceu em quase todo o mundo.

“A nova linha da pobreza, de US$ 1,25, revela que em 1981 havia 1,9 bihão de pessoas vivendo com essa quantia diariamente, ao contrário da antiga margem, que considerava que 1,5 bilhão sobrevivia com US$ 1,00 por dia. De acordo com o novo cálculo, em 2004 havia 1,4 bilhões de pessoas vivendo com US$ 1,25 diários; com a margem antiga, 985 milhões viviam com US$ 1,00. Salvo a China que vem conseguindo resultados positivos no combate contra a pobreza, o mundo continua vendo um aumento no número de miseráveis nos últimos 25 anos, inclusive na América Latina. Até mesmo a Índia, que alegava ser um exemplo de crescimento, demonstra ter um número maior de pobres hoje que em 1981 em termos absolutos.

O recálculo da linha da pobreza foi feito a partir de novos dados obtidos pelos economistas do Banco e que chegaram à conclusão de que a antiga medida de pobreza – US$ 1,00 – não era adequada para avaliar a situação da humanidade. Para a entidade, a elevação da linha da pobreza para US$ 1,25 reflete de forma mais adequada a realidade das populações. A nova medida foi feita com base em estudos que há três anos estão sendo feitos pelos economistas do Banco Mundial. Um número maior de pessoas em 116 países foi entrevistado para que a entidade determinasse a nova linha da pobreza.”

Entretanto, cabe aqui considerar que o valor de US$- 1,00 em 1981, considerada a desvalorização do dólar, deveria ser superior a US$- 1,50, fato que a meu ver, pioraria drasticamente estes numeros obtidos agora.

O resultado das condições de vida de cada população chocou até mesmo os especialistas. As conclusões são de um em cada quatro habitantes dos países em desenvolvimento devem ser considerados como pobres, vivendo com menos de US$ 1,25 por dia. “As estimativas sobre os preços e renda comprovaram que esses números de quantidade de pobres eram muito baixos”, afirmou o banco em um comunicado. Segundo os especialistas, o novo cálculo é baseado na linha de pobreza dos 20 países mais miseráveis do mundo, entre eles Etiópia. “As novas estimativas representam um avanço importante na tentativa de medir a pobreza”, afirmou Martin Ravallion, diretor do Grupo de Pesquisa do Banco Mundial.

As estimativas mostram que, em termos percentuais, há certos avanços no combate contra a pobreza. Pelas conclusões da entidade, o número de pobres caiu em 500 milhões de pessoas desde 1981. Naquele ano, a taxa de miseráveis era de 52% da população dos países em desenvolvimento. Hoje, seria de 26%. O problema é que quase a totalidade do avanço ocorre apenas na China. “Os novos dados confirmam que o mundo provavelmente conseguirá atingir a meta de reduzir pela metade o número de pobres entre 1990 e 2015 e que a pobreza vem caindo em 1% ao ano desde 1981″, afirmou Justin Lin, economista chefe do Banco Mundial. “Mas a notícia ruim é de que a pobreza é maior que pensávamos significa que precisamos redobrar nossos esforços, principalmente na África”, afirmou.

Pelas projeções, mesmo que a meta seja atingida, mais de 1 bilhão de pessoas continuariam ganhando menos de US$ 1,25 por dia. O pior é que, para os que deixaram essa classe social, a nova renda ainda não os permite sair da pobreza nos países de renda média, como o Brasil. No Leste da Ásia, a pobreza foi reduzida de forma profunda e é praticamente o único exemplo de grande sucesso. Em 1981, quase 80% viviam na região com menos de US$ 1,25 por dia.

Em 2005, essa taxa era de apenas 18% da população asiática e a região deixou de ser a mais pobre do planeta. Praticamente todo o avanço que o Banco Mundial aponta ocorreu na China nos últimos 25 anos. Em 1981, 835 milhões de pessoas viviam com menos de US$ 1,25 por dia na China. Hoje, são 207 milhões. Apesar da queda substancial de pobres na China, o Banco alerta que o número de miseráveis no país é maior do que se pensava. Baseado no cálculo antigo, apenas 130 milhões de pessoas na China viviam com menos de US$ 1,00 por dia.

Excluindo a China do cálculo, o número de pobres de fato não diminuiu no mundo. Em 1981, 40% da população vivia com menos de US$ 1,25 por dia. Em 2005, essa taxa era de 29%. “Mas diante do crescimento populacional, esse progresso percentual não foi suficiente para reduzir o número de pobres fora da China”, alertou o Banco Mundial.

Entre 1981 e 2005, o número de miseráveis fora da China continuou sendo de cerca de 1,2 bilhão de pessoas. O problema é que, na África, a pobreza continua afetando 50% da população. A taxa é praticamente a mesma de 1981 e pouco progresso foi feito no continente para acabar com a miséria. Em termos absolutos, os números africanos mostram que a população miserável dobrou em 25 anos, passando de 200 milhões em 1981 para 380 milhões em 2005. “Se essa tendência continuar, um terço dos pobres do mundo viverão na África e 2015″, afirma o Banco.

Segundo o estudo, o consumo médio de um pobre na África não chega a 70 centavos de dólar por dia. “Dado que a pobreza é tão profunda na África, um crescimento ainda maior será necessário das economias para que tenha algum impacto na pobreza”, afirma. No sul da Ásia, os números absolutos também mostram que o total de pobres continua inalterado desde 1981, atingindo cerca de 600 milhões de pessoas. Em termos percentuais, a pobreza atinge 40% da população da região, contra uma taxa de 60% em 1981.

Na Índia, o número absoluto de pessoas vivendo com menos de US$ 1,25 por dia passou de 420 milhões em 1981 para 455 milhões em 2005. Em termos percentuais, porém, os indianos registraram uma queda na pobreza, que hoje atinge 42% da população, contra 60% em 1981.”

notícia extraída em parte de

http://www.estadao.com.br/internacional/not_int231143,0.htm

Todos estes dados comprovam mais uma vez que os caminhos que os países tomam em suas economias tende a criarem a cada dia mais pobreza em países em desenvolvimento.

Não se trata de estabelecermos neste momento que tal regime econômico ou outro é causa destas desgraças, contudo, com certeza, não são a solução, embora tenhamos que reconhecer que a China, com seu comunismo, tenha reduzido em 600 milhões o numero de pessoas abaixo desta linha de super-miserabilidade, mas com certeza também não creio mesmo que seja solução ou caminho a ser seguido neste momento.

A China, um país antigo, talvez a mais antiga civilização terrestre, tem um povo com um desenvolvimento mental totalmente diferente dos demais países. Na China a maioria do Povo admite que para viver é necessário repartir; uma questão de cultura mais velha e mais adiantada neste aspecto se comparada à cultura ocidental, onde ainda impera o egocentrismo existencial a despeito dos outros, fruto evidente da cultura capitalista de consumo.

O ideal ainda não existe, mas podemos imaginar algo no futuro que mescle ambas as culturas sociais e econômicas desenvolvidas e experimentadas pelas civilizações. São experiências que tínhamos que passar, e a aplicação de governos onde impera o socialismo-democrático nos parece um bom exercício que a humanidade deve atingir em passos futuros de maneira mais ampla, porém, ainda assim, penso estaremos ainda longe do sistema de governo sinárquico, mas que um dia, com o desenvolvimento e evolução individual do homem para novos parâmetros e adoção de novos paradigmas de vida poderá sim se tornar possível.

É absolutamente claro que o comunismo já deu os frutos que tinha que dar, e assim também esta forma capitalista de vida mais selvagem que a vida nas savanas africanas.

Sem dúvida afirmar isto parece loucura e prematuro, todavia, não pretendo mudar a opinião de ninguém, apenas tenham isto em mente quando até a passos largos novos sistemas de governo venham a se concretizar a nível mundial dentro de algumas décadas.

Há uma força inexorável empurrando os pensamentos, as filosofias, as crenças e os paradigmas em todas as sociedades para que se atinja novos padrões econômicos e sociais em todo o mundo que permita mais equilíbrio, não o equilíbrio perfeito, posto que este nunca existirá enquanto o homem continuar com estes pequenos avanços individuais em seu próprio egoísmos exacerbados.

Mas não tenham dúvidas que ele tende a melhorar à partir do momento que ele passa a se conscientizar de sua pequenez e da pequenez de suas ilusões de vida, pelo menos é o que se espera e o que podemos classificar como evolução social e econômica da humanidade. Caso não vivêssemos com este horizontes, nem haveria mais porque continuar com esta civilização que neste caminho, que nesta trilha não tem qualquer futuro, e não será preciso provar nada, pois, os anos que se seguirão trarão ao homem toda a sorte de conseqüências de seus atos aqui na face do planeta, e o pior para cada um, além dela também.

No oriente se diz que o ocidente fracassou, no ocidente vende-se a idéia de que o oriente é um lugar de culturas atrasadas, nem um nem outro, afinal ambos já deram muitos frutos positivos e outros tantos negativos, e ambos foram muito importantes na história desta civilização na medida que o homem necessitava para sua evolução viver todas estas experiências sociais que mais tarde vão permitir a adoção de um novo sistema econômico que por si só, baseado em lemas sinárquicos permitirão de fato condições propícias e eqüitativas entre os povos e entre os cidadãos de qualquer lugar do mundo.

Economistas que viveram séculos atrás já previam que a evolução científica e tecnológica traria mais exacerbação da exploração de povo sobre outros povos, mas o que eles não contaram é que em certo momento isto não seria mais possível em função do surgimento de mecanismos defensivos que impediriam ou impedirão esta continuidade egocêntrica das massas burguesas, as quais sempre tenderão também a aprenderem pela dor ou pela inteligência, como quiserem, mas a mudança já é visível sob qualquer circunstância presente.

Quem viver verá, com certeza.

Por Atama Moriya, em 26-08-2008.

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2 respostas para Aumenta o numero de miseráveis no terceiro mundo!

  1. Nicolau disse:

    Terceiro mundo é dominado por vagabundo e exploradores socialistas Mensaleiros, corruptos, bandidos, analfabetos e parasitas sociais! Vão pra o inferno todos!

  2. Vitória Oliveira de Souza disse:

    E o pior é que as vezes reclamamos da nossa vida,quando temos uma casa,alimentação garantida e roupas limpas.
    È justo tanta diferença social?

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