Petróleo, todo o bem e todo o mal da humanidade

Importante estudar neste nosso modelo de desenvolvimento mundial que ele todo está calcado à base de uma energia produzida pelo petróleo.

Na década de 20, oitenta e oito anos atrás, era o chamado “ouro negro” e assim o mundo se rejubilava de alegria.

Havia os novos ricos americanos do Texas que se esbaldavam chafurdados em óleo cru como “porcos na lama”, e o mundo aplaudia.

Com o petróleo barato à base de um dólar por barril montou-se uma gigantesca matriz de desenvolvimento social e econômico mundial.

Todo mundo podia se divertir aos montes nestas décadas passeando de carro para cima e para baixo, transportando mercadorias para cima e para baixo a custos baixíssimos. Os países assolados pelo frio do inverno usavam e abusavam de energia barata para o aquecimento de suas residências.

Logo, o desenvolvimento dos subprodutos do petróleo permitiu mais utilidade nos setores produtivos, tais como o polietileno, inseticidas e fertilizantes agrícolas.

Época boa de muitos drive-in’s, muitas festas, e principalmente para os novos ricos que surgiam atrelados a esta matriz de desenvolvimento.

Mas no mundo, uma lei natural, tudo que traz muita alegria, traz consigo também muita tristeza, uma seguida da outra ou em conjunto.

Retirar quantidades imensas de petróleo e queimar simplesmente tem um preço, aliás, tudo tem preço no mundo, desde a alegria até as tristezas.

Essa matriz de desenvolvimento à base do petróleo acabou dando realmente condições incríveis de desenvolvimento através de uma energia barata. Este desenvolvimento permitiu ao homem avançar de forma fantástica tecnologicamente, como vimos hoje, embora não devidamente perceptível.

Na década de 60 a TV a cores era uma novidade com aparelhos de válvulas e solenóides, hoje ingressamos na digital com plasma, lcd e outras tecnologias que já estão presente.

Um computador ocupava salas de espaço físico, hoje apenas um micro é mais poderoso que tudo aquilo.

Os computadores, os micros, proporcionaram um avanço formidável nas pesquisas, a ponto do projeto genoma ter se adiantado em mais de cinco anos dentro do prazo estimado.

Foto hoje é digital e antes era uma coisa limitada ao preto e branco.

As plantações agrícolas tiveram sua produtividade aumentada em até três vezes para delírio mundial e os preços sempre irrisórios com base em políticas depreciativas de preços internacionais.

Com energia suficiente e barata as indústrias floresceram enormemente e se multiplicaram no mundo de maneira espantosa e criaram-se mais empregos e mais prosperidade econômica.

Tudo de bom mesmo à base do petróleo. Mas e o preço disto tudo?

Onde está o preço de tanta alegria?

É, foi tanta alegria que o homem não pensante ofuscou a si próprio, “bêbado” de tantas coisas que ele tinha acesso externamente.

Poucos pararam para perceber que assim não continua indefinidamente, e os governos não quiseram em nenhum momento re-planejar o desenvolvimento macro sem tantas benesses da natureza.

Parecia tudo bem continuar explorar os países produtores de petróleo para que estes continuassem a vender este insumo a despeito da desgraça e infelicidade destes povos do oriente Médio, sempre envoltos em guerras civis porquanto os seus povos nunca tinham acesso igualitário às camadas detentoras do poder nestes países.

Todos sabiam disto, mas quem queria saber se isto era ruim?

É sempre mais fácil culpar as religiões, culpar à Ala, à Maomé, e não enxergar que discrepância econômicas internas minavam aquelas sociedades e não uma questão de cultura religiosa.

A Mãe e raiz de todas as desgraças são a miséria e a pobreza humana, e não os credos religiosos, os quais podem no máximo atrasar o homem em certos aspectos, mas desenvolvem colunas de convivência social imprescindíveis à qualquer sociedade, afinal o homem tem que ter freios, senão vira uma “besta completa”.

Mas os países produtores de petróleo, pobres e explorados outrora, agora despertaram, através de exemplos bons como na Arábia Saudita e Egito, onde se buscou criar desenvolvimento também, e cada vez mais se desatrelar de dependências tecnológicas dos países mais ricos.

E já que o petróleo, nestes volumes que estão sendo extraídos não deve durar mais de cinqüenta anos, hoje os expropriados fazem questão de obter o máximo destas exportações. E quem pode condená-los por querer o melhor para seus povos? Não vivemos uma estrutura econômica mundial de cada por si?

Todos estes trinta bilhões de barris de óleo/ano virando gases venenosos também já está trazendo em seu bojo o maior “inferno” ambiental que o homem jamais conheceu e está só começando os efeitos desta poluição desmedida.

Doenças como cânceres aumentam a cada ano e provocam milhões de mortes, e vai aumentar mais ainda devido as poluições e aos produtos químicos lançados sobre as águas também. Chuvas demais, secas, derretimento do gelo, tufões, furacões, tsunamis (hoje até comum), e terremotos vão continuar ocorrendo cada ano em numero maior de vezes, como demonstram os modelos matemáticos. Mas alguém está se importando?

Um milhão de seres humanos deverão morrer no próximo ano vítimas diretas de calamidades da natureza. E os governos consideram este numero aceitável diante da situação. É mole?

Não, o mundo entrou numa vala grande e não sabe como sair dela sem ter de causar um enorme dissabor a seus povos.

Desatrelar o desenvolvimento econômico do petróleo é o grande desafio que vivemos e somente venceremos se todos nos irmanarem no mundo todo com novas políticas de desenvolvimento sustentável.

O petróleo com este preço aumentado em 100% em 12 meses, e beirando 135 dólares o barril, tende a subir ainda mais 100% em mais 12 meses, o que equivale dizer que pode atingir a duzentos cinqüenta dólares o ano que vem, e vai causar um aumento das tensões econômicas de forma exponencial:

- a inflação mundial tenderá a cerca de 15 a 20%, em todos os setores.

- haverá um forte desemprego e estagnação em alguns países e uma dura recessão na maioria do mundo.

- haverá queda e não aumento da produção agrícola porquanto com insumos mais caros e fretes maiores, muitas estruturas mundiais de produção se invibializarão economicamente, mesmo porque o aumento dos custos não significa de maneira alguma aumento dos lucros, mas sim cada vez mais uma pressão violenta na redução dos preços dos produtores a despeito de custo maiores.

- a fome será a Grande Irmã das Sociedades e com ela vem as doenças, a miséria humana e a violência generalizada.

Este é um cenário negro, mas perfeitamente lógico diante dos fatores atuais, onde ao contrário do que se pretende como sobrevivência, ao invés de um acordo mundial de redução da dependência e ao mesmo tempo um política de favorecimento econômico aos países produtores de petróleo, os países ricos pretendem forçar um aumento da produção de petróleo para atender a demanda, a despeito de um acordo que beneficie a todos e possa preservar os interesses econômicos dos países produtores.

Enquanto ninguém quer saber de uma solução global, uma porque os ricos consideram que terão melhores condições de sobrevivência que os países pobres, outra porque ninguém quer abrir mão de seu “status econômico” e reduzir para equilibrar, fica claro que o petróleo que tantas alegrias e desenvolvimento trouxe ao homem, também será o seu algoz, lamentavelmente começando pelos mais pobres do mundo, todavia, tenham a certeza que se assim tiver que ser, o topo da cadeia alimentar, loucos e irracionais, também conhecerá décadas de tristezas e miséria, isto se não sucumbir de vez.

Se a crise se aprofundar demais, não custa lembrar o passado da história das civilizações, quando dinheiro não valia mais nada sempre que as desgraças cresciam a níveis insuportáveis à vida humana.

Criar um novo modelo de desenvolvimento econômico desatrelado do petróleo, eis o grande desafio desta Civilização, se esta quiser existir como tal em décadas futuras.

Se rimos muito graças ao petróleo, agora é hora de chorar, e muito também, na exata proporção. Esta é a balança do Planeta que existe para frear e proteger o próprio homem de si mesmo. E como em qualquer casamento, será na alegria e na tristeza.

Atama Moriya.

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Uma resposta para Petróleo, todo o bem e todo o mal da humanidade

  1. Adriana disse:

    Uiiiiiiiiiiii…. nossa!!!

    Agora vc pode mandar a boa, né???rs…rs…rs…

    Eu sei meu anjo que o assunto é sério… mas… podemos acreditar que cada um pode fazer o melhor… E quem sabe escrever um outro fim, para está estória?!!!

    Beijokas com muito Amor…

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